Publicada em 02 de Julho de 2014 às 14h00
Apesar de confrontos menores entre a polícia e os ativistas, o impasse terminou pacificamente, embora houvesse o temor de que a violência pudesse irromper.
Imagem: Divulga??oApesar de confrontos menores entre a pol?cia e os ativistas, o impasse terminou pacificamente, embora houvesse o temor de que a viol?ncia pudesse irromper.
Centenas de policiais removeram ? for?a nesta quarta-feira no distrito central de Hong Kong exaltados manifestantes que tomaram parte de um protesto que exigia mais democracia por parte dos chefes do Partido Comunista em Pequim.
A marcha pr?-democracia de ter?a-feira, a qual segundo organizadores atraiu mais de 500 mil pessoas, e um subsequente protesto pac?fico de grupos estudantis, pode ser o maior desafio at? agora para a China, que retomou o controle sobre a ex-col?nia brit?nica em 1997.
Muitos dos mais de 1.000 manifestantes juntaram seus bra?os em uma tentativa de resistir aos esfor?os de remov?-los, mas eles foram retirados um de cada vez, em alguns casos por tr?s ou quatro policiais, ? medida que os ativistas chutavam, gritavam e desferiam socos antes de serem colocados em ?nibus.
"Eu tenho o direito de protestar. N?s n?o precisamos da permiss?o da pol?cia”, gritava a multid?o. Alguns permaneceram desafiadores mesmo ap?s a pris?o.
“Desobedi?ncia civil n?o ? uma quest?o n?o-recorrente. Eu posso voltar e protestar de novo, porque ? o ?nico jeito de Hong Kong poder mudar”, disse To Chun Ho, que foi libertado nesta quarta-feira sem acusa??o formal.
Ativistas que se recusaram a sair foram levados em ?nibus para a escola de treinamento da pol?cia de Hong Kong. Mais de 500 pessoas foram presas, e algumas foram acusadas de participar em um com?cio n?o autorizado e de obstruir a a??o policial.
N?o estava claro por quanto tempo eles ficariam detidos. Cerca de 50 foram libertados sem acusa?es.
“Nosso objetivo ? primeiro conseguir o sufr?gio universal e, segundo, fazer o governo responder ? voz do povo de Hong Kong por democracia”, disse Frank Chio, um representante da Federa??o de Estudantes de Hong Kong. “Esse ? um passo. Haver? outros."
Apesar de confrontos menores entre a pol?cia e os ativistas, o impasse terminou pacificamente, embora houvesse o temor de que a viol?ncia pudesse irromper.
Autoridades chinesas aposentadas haviam anteriormente alertado que a unidade local do Ex?rcito da Liberta??o Popular poderia ser necess?ria para restabelecer a ordem na cada vez mais inquieta Hong Kong, mas n?o houve indica?es de que eles seriam necess?rios nesta semana, quando as autoridades utilizaram um efetivo de 4.000 policiais.