Piaui em Pauta

Mantega descarta vulnerabilidade da economia brasileira

Publicada em 30 de Julho de 2014 às 07h45


?O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu hoje (29) relat?rio divulgado pelo Fundo Monet?rio Internacional (FMI) que inclui o Brasil entre as economias emergentes mais vulner?veis a crises externas. Segundo ele, diversos indicadores econ?micos do primeiro semestre mostram que os investidores estrangeiros continuam interessados no pa?s, mesmo com a retirada gradual dos est?mulos monet?rios pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano. O ministro lembrou que os investimentos estrangeiros diretos, que geram empregos no pa?s, continuam acima de US$ 60 bilh?es em 12 meses pelo quarto ano seguido. Al?m disso, ressaltou Mantega, o real valorizou-se 9,4% nos primeiros seis meses do ano, e a Bolsa de Valores de S?o Paulo subiu 21,25% no mesmo per?odo. De acordo com o ministro, o relat?rio foi elaborado por escal?es inferiores do FMI e repete os erros de documentos anteriores divulgados por institui?es financeiras e organismos internacionais que apontaram uma “tempestade perfeita” para a economia brasileira neste ano e inclu?ram o Brasil entre os cinco pa?ses emergentes mais fr?geis. “A tempestade n?o veio e o cen?rio apontado por esses relat?rios n?o se concretizou”, disse. O ministro destacou que o pa?s tem o quinto maior volume de reservas internacionais do mundo, em torno de US$ 380 bilh?es. O montante ? superior ao da d?vida externa p?blica e privada, de US$ 330 bilh?es, e suficiente para financiar o pa?s por longo tempo em caso de escassez de capital externo. “Da d?vida externa total, somente 7,6% vencem no curto prazo, o menor n?vel entre os pa?ses emergentes. No caso de uma interrup??o do fluxo de capitais, daria para o Brasil se financiar por longo tempo”, ressaltou. Tradicionalmente, o maior indicador de vulnerabilidade externa de uma economia ? o d?ficit em transa?es correntes – soma dos saldos da balan?a comercial (diferen?a entre exporta?es e importa?es) e das contas de servi?os, de renda e das transfer?ncias unilaterais (doa?es de emigrantes e de organiza?es estrangeiras). Caso um pa?s registre resultado negativo nessa conta, fica dependente do capital especulativo internacional, dos empr?stimos externos e dos investimentos estrangeiros diretos para fechar o balan?o de pagamentos. De acordo com o Banco Central, o d?ficit em transa?es correntes do Brasil acumulou em torno de US$ 86 bilh?es, 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no pa?s), nos 12 meses terminados em junho. Apesar de o resultado ser o pior desde 2001, o ministro diz que o problema ? tempor?rio e que o d?ficit deve diminuir nos pr?ximos meses. “No ano passado, o d?ficit em transa?es correntes subiu por causa da conta petr?leo [importa?es de petr?leo maiores que as exporta?es], que retirou US$ 17 bilh?es do saldo da balan?a comercial. Com o aumento da produ??o da Petrobras, previsto para 8% neste ano, o quadro est? se revertendo. Os analistas j? tinham percebido isso”, declarou. O ministro, no entanto, n?o estipulou uma previs?o de d?ficit em transa?es correntes para 2014.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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