
O traficante Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, ficar? isolado por 20 dias na Penitenci?ria Federal de Catanduvas, no oeste do Paran?, onde est? preso desde segunda-feira (19), depois de ser expulso do Paraguai.
Marcelo Piloto chegou ao pres?dio de seguran?a m?xima, onde deve ficar inicialmente por 60 dias, pouco depois das 16h.
Segundo o setor de seguran?a da unidade, em seguida ele foi identificado, teve o cabelo e a barba raspados, recebeu o uniforme e os produtos de higiene pessoal. O primeiro dia, completou, ocorreu "sem peculiaridade".
De acordo com as normas do Departamento Penitenci?rio Nacional (Depen), durante o isolamento Marcelo Piloto poder? receber apenas a visita de advogados.
At? a tarde desta ter?a-feira (20), no entanto, ele n?o havia recebido a visita de nenhum advogado – que precisa ser agendada.
Ainda durante o chamado per?odo de inclus?o, o banho de sol de duas horas por dia ? feito isoladamente, em um espa?o anexo ? cela individual de 7 metros quadrados. As quatro refei?es di?rias tamb?m s?o feitas na cela.
Ap?s os 20 dias, e com base nas informa?es colhidas durante entrevistas com o preso, a dire??o decide para que ala do pres?dio ele ser? encaminhado, podendo conviver com at? 13 detentos.
A divis?o ? feita com base, entre outros, na periculosidade e ? fac??o criminosa a que pertence.
A Penitenci?ria de Catanduvas tem capacidade para 208 presos. Por medida de seguran?a, a unidade n?o informou o n?mero de detentos que abriga atualmente.
Expuls?o
Marcelo Piloto foi levado ao pres?dio de seguran?a m?xima por determina??o do juiz Rafael Estrela N?brega, da Vara de Execu?es Penais do Rio de Janeiro, depois de ser expulso do Paraguai, onde estava preso desde dezembro de 2017.
A expuls?o foi ordenada pelo presidente paraguaio, Mario Abdo Ben?tez, ap?s o brasileiro matar uma jovem de 18 anos no s?bado (17). Segundo o Minist?rio P?blico paraguaio, Lidia Meza Burgos, que o visitava pela segunda vez, foi morta na cela com 16 facadas.
O objetivo, apontou o promotor Hugo Volpe, era responder pelo crime no pa?s vizinho e evitar a extradi??o para o Brasil autorizada no fim de outubro e que teve o recurso apresentado pela defesa de Piloto julgado pela Suprema Corte ainda na segunda-feira, ap?s ser expulso.
At? ent?o, a extradi??o dependia da conclus?o de dois processos a que Marcelo Piloto respondia no Paraguai: um por homic?dio e outro por produ??o de documentos falsos e viola??o da Lei de Armas.
Ainda conforme o MP paraguaio, os processos contra o brasileiro, incluindo a suspeita pelo assassinato da jovem, podem ser transferidos para a Justi?a brasileira.
No Brasil, ele deve cumprir 15 anos restantes da pena de 26 anos e quatro meses a que foi condenado por latroc?nio e roubo. Piloto responde ainda por homic?dio, tr?fico e associa??o para o tr?fico de drogas.
Marcelo Piloto
Marcelo Fernando Pinheiro Veiga ? apontado pelas pol?cias dos dois pa?ses como o maior fornecedor de armas e drogas para o Brasil desde a pris?o de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.
Piloto foi preso em dezembro de 2017 em Encarnaci?n, no Paraguai.
Foragido desde 2007, ele vivia no pa?s vizinho desde 2012. Para n?o ser identificado, usava uma identidade falsa e mudava de endere?o a cada seis meses. Aos vizinhos, se apresentava como vendedor de eletr?nicos.