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Mercado revê projeção para crescimento da economia de 1,63% para 1,5%

Publicada em 02 de Junho de 2014 às 11h00


Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a proje??o para ao crescimento da economia este ano. A estimativa para a expans?o do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e servi?os produzidos no pa?s, caiu de 1,63% para 1,50%. A redu??o ocorreu ap?s a divulga??o do crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica (IBGE), o PIB cresceu 0,2%, comparado com o quatro trimestre de 2013. Para 2015, tamb?m houve redu??o na proje??o para expans?o do PIB, que passou de 1,96% para 1,85%. A estimativa para o crescimento da produ??o industrial passou de 1,40% para 1,24%, este ano, e permanece em 2,20%, em 2015. A pesquisa do BC tamb?m mostra que o mercado financeiro n?o espera mais por aumento da taxa b?sica de juros, a Selic, este ano. Na semana passada, o mercado financeiro esperava por mais um aumento 0,25 ponto percentual na Selic, mas essa alta ocorreria somente em dezembro. A Selic foi mantida em 11% ao ano por decis?o do Comit? de Pol?tica Monet?ria (Copom) do BC, na ?ltima quarta-feira (28). A Selic havia passado por nove altas seguidas em reuni?es anteriores do Copom. Entretanto, em 2015, os analistas das institui?es financeiras esperam que a Selic volte a subir. A expectativa ? que a taxa b?sica chegue ao final de 2015 em 12% ao ano. A Selic ? usada como instrumento para influenciar a atividade econ?mica e, consequentemente, a infla??o. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo ? conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre?os, porque os juros mais altos encarecem o cr?dito e estimulam a poupan?a. J? quando o Copom reduz os juros b?sicos, a tend?ncia ? que o cr?dito fique mais barato, com incentivo ? produ??o e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a infla??o. Ao manter a Selic no mesmo patamar, a sinaliza??o ? que as eleva?es anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. O BC tem reiterado que os efeitos de alta da taxa b?sica se acumulam e levam tempo para aparecer. O BC precisa encontrar equil?brio ao tomar decis?es sobre a taxa de juros, de modo a fazer com que a infla??o fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monet?rio Nacional. O centro da meta definido pelo governo ? 4,5%, com limite superior de 6,5%. A estimativa para o ?ndice Nacional de Pre?os ao Consumidor Amplo (IPCA) est? pr?xima do teto da meta. De acordo com a estimativa das institui?es financeiras, o ?ndice deve fechar o ano em 6,47%, a mesma previs?o da semana passada. Para 2015, a proje??o foi levemente ajustada de 6% para 6,01%.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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