Piaui em Pauta

Mero vídeo de gato no YouTube pode fazer um PC ser hackeado

Publicada em 16 de Agosto de 2014 às 11h00


Gatinhos: interceptação só funciona com tráfego não criptografado Gatinhos: interceptação só funciona com tráfego não criptografado Imagem: McBeth/FlickrClique para ampliarGatinhos: intercepta??o s? funciona com tr?fego n?o criptografado Fugir de anexos suspeitos e p?ginas perigosas n?o ? suficiente para evitar eventuais tentativas de espionagem. Segundo uma nova pesquisa divulgada pelo CitizenLab, empresas como a Hacking Team e a FinFisher, que vendem solu?es de monitoramento a governos, usam t?ticas para interceptar tr?fego n?o protegido de p?ginas do YouTube e da Microsoft, por exemplo – injetando nele diferentes tipos de software para monitorar as atividades de um determinado alvo. Dessa forma, o simples ato de assistir a um v?deo de gatinhos na internet poderia fazer com que a m?quina de uma v?tima fosse infectada, como demonstra este diagrama elaborado para o estudo. Esses ataques s?o feitos por meio de dispositivos chamados “network injection appliances”, conforme escreve, no site The Intercept, o pesquisador Morgan Marquis-Boire, autor do estudo baseado em documentos vazados. “Eles s?o instalados em provedores de internet pelo mundo, permitindo a explora??o de alvos”, descreve o especialista. A intercepta??o s? funciona com tr?fego n?o criptografado, como o deste v?deo linkado no texto de Marquis-Boire. Ele at? apresenta o HTTPS em seu endere?o, mas, segundo alerta emitido pelo navegador, apenas parte dos dados est? cifrada – e ? justamente dessa parcela n?o protegida, que pode ser o streaming do v?deo, que as empresas de monitoramento podem se aproveitar. O especialista explica: “o dispositivo do Hacking Team mira em um usu?rio, espera at? que ele assista a um v?deo no YouTube e intercepta o tr?fego, substituindo-o por c?digos maliciosos que d?o ao operador controle total sobre a m?quina sem que o dono saiba”. ? assustador, especialmente se levarmos em conta que os computadores pessoais podem carregar informa?es vitais, dependendo da situa??o. Um ativista que atua em um pa?s sobre regime ditatorial, por exemplo, pode correr s?rios riscos, e o mesmo vale para um jornalista que vaza documentos sigilosos ou um alvo pol?tico, como lembra o texto no Intercept. Mas calma l? – Apesar do susto e da gravidade do caso, sempre vale ressaltar que os ataques do tipo s?o bem mais espec?ficos do que as infec?es generalizadas que j? foram detectadas, ou mesmo “a coleta de metadados da NSA”. Segundo Marquis-Boire, Microsoft e Google j? come?aram a tomar provid?ncias, e ? at? poss?vel contornar o problema com o uso em massa do HTTPS, que protege o tr?fego de dados de eventuais curiosos criptografando-o. O protocolo ainda engatinha pela web – especialmente se compararmos com o HTTP padr?o –, mas empresas grandes j? come?am a adot?-lo como principal. E iniciativas como a tomada pelo Google na semana passada, de privilegiar nas buscas os sites com HTTPS, podem ajudar a popularizar ainda mais a utiliza??o do sistema.

? Siga-nos no Twitter

Tags:

Fonte: Vooz  |  Publicado por:
Comente através do Facebook
Matérias Relacionadas