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Metroviários de SP mantêm greve e propõem liberação de catracas ao governo

Publicada em 05 de Junho de 2014 às 21h40


Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (5), os metrovi?rios de S?o Paulo decidiram prosseguir com a greve da categoria, que teve in?cio na madrugada de hoje. Os metrovi?rios aprovaram tamb?m a libera??o das catracas para manter o Metr? funcionando e n?o afetar a popula??o. No entanto, a proposta de libera??o das catracas s? ser? posta em pr?tica se houver aprova??o do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que j? a rejeitou publicamente com o argumento de que a medida causaria preju?zo ao Metr?. Caso o governo n?o a aprove, a categoria cruzar? os bra?os. Na assembleia, os trabalhadores tamb?m aprovaram que lhes seja cortado o ponto do dia para minimizar as perdas com a libera??o das catracas. Os metrovi?rios tamb?m rejeitaram a determina??o do TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de S?o Paulo) de manter ao menos 70% do pessoal trabalhando ao longo do dia e 100% nos hor?rios pico. Os trabalhadores lotaram a quadra dos metrovi?rios, no Tatuap? (zona leste), e aprovaram a continuidade da greve por ampla maioria. Os metrovi?rios ainda se dividiram em grupos para fazer piquetes nas principais esta?es de Metr?. "Todo mundo aqui ? piqueteiro. Agora, o enfrentamento ? com o governo do Estado", afirmou Altino Melo Prazeres, presidente do sindicato. Uma nova assembleia ser? realizada amanh?, ?s 17h, na sede do sindicato. Sem acordo Na tarde de hoje, nova audi?ncia de concilia??o entre representantes do Sindicato dos Metrovi?rios de S?o Paulo e do Metr?-SP, para tentar p?r fim ? greve da categoria, terminou sem acordo. Na reuni?o, os metrovi?rios reduziram para 12,2% o pedido de reajuste salarial. O Metr?-SP manteve o percentual de 8,9% de reajuste, j? oferecido na reuni?o passada, realizada ontem. "? a mesma proposta de ontem. N?o temos condi?es de aceitar", disse Prazeres. "Queremos que o governador [Geraldo Alckmin] assuma para si o comando da negocia??o. Ele n?o pode tratar o problema dos trabalhadores como birra." Agora, a Justi?a do Trabalho dever? decidir o futuro do movimento grevista. Na audi?ncia de hoje, a desembargadora Rilma Aparecida Hemet?rio deu 24 horas para o sindicato manifestar-se sobre duas representa?es do Metr?. Uma pede a ilegalidade da greve. A outra pede ao tribunal que estabele?a os percentuais de reajuste e outros termos da negocia??o. O julgamento da legalidade da greve estava previsto para amanh? (5). Com o prazo dado pelo tribunal, o julgamento s? dever? ocorrer no final de semana ou a partir de segunda-feira. Ser? nomeado um relator que ir? apresentar seu voto ao pleno do TRT, composto por dez desembargadores. At? o novo julgamento, permanece v?lida a liminar, concedida pela desembargadora na noite de ontem, que obriga os metrovi?rios a manter ao menos 70% do pessoal trabalhando ao longo do dia e 100% nos hor?rios de pico. "Isso, na pr?tica, ? n?o ter greve. ? uma op??o que enterra a greve", afirmou o presidente do sindicato. Percentuais Na semana passada, o Metr? chegou a oferecer 5,2% --o equivalente ? infla??o-- e depois aumentou a proposta para 7,8%. Diante da imin?ncia da greve, a companhia prop?s 8,9%. Desde o in?cio da campanha salarial, iniciada no come?o de maio, o sindicato exige um aumento salarial de "dois d?gitos". Inicialmente, o pedido era de 35,7%, mesmo percentual de reajuste que uma comiss?o do Senado aprovou para os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Ontem, tamb?m em reuni?o no TRT, a categoria exigiu reajuste de 16,5%. Na reuni?o, os sindicalistas tamb?m concordaram com a proposta do Metr? de uma cota mensal de R$ 669 de vale-refei??o. Na audi?ncia, o Metr? esteve representado pelos gerentes de recursos humanos Alfredo Falchi Neto e Edna Silva Santos Prates, e pelos advogados Nelson Mannrich e Evandro dos Santos Rocha. Os trabalhadores estavam representados por Altino de Melo Prazeres Junior, presidente do Sindicato dos Metrovi?rios, Paulo Pasin, presidente da Fenametro (Federa??o Nacional dos Metrovi?rios), al?m de advogados e outros diretores do sindicato. O Sindicato dos Engenheiros tamb?m esteve representado por diretores e advogados. ?

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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