Publicada em 11 de Junho de 2014 às 11h47
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Milhares de estudantes marcharam, esta ter?a-feira, pelas ruas da capital chilena em protesto contra a reforma educativa promovida pelo Governo de Michelle Bachelet, considerando-a insuficiente e pouco representativa.
Segundo o intendente da regi?o metropolitana de Santiago do Chile, Claudio Orrego, foram registados incidentes no final da marcha que resultaram em 90 detidos e em seis pol?cias feridos.
Esta foi a segunda vez que estudantes dos ensinos secund?rio e universit?rio se mobilizaram num intervalo de dois meses.
A marcha de ter?a-feira, que juntou cerca de 40 mil pessoas segundo os organizadores e 15 mil de acordo com a pol?cia, contou, desta vez, com a ades?o de professores, os quais decidiram participar em nome da defesa de uma educa??o p?blica e gratuita para todos os n?veis de escolaridade, algo que, a seu ver, deve ser consagrado como um direito constitucional.
A presidente da Federa??o de Estudantes do Chile, Melissa Sep?lveda, assegurou que o movimento estudantil n?o ir? aceitar uma "maquilhagem" do atual modelo de ensino: "N?o vamos cometer os mesmos erros. N?o estamos dispostos a sentarmo-nos [? mesa] sem nenhuma garantia para tentar validar uma reforma educativa que j? est? em curso".
O Governo de Michelle Bachelet enviou j? ao Congresso os primeiros projetos de lei que visam reformar a Educa??o do Chile, enquanto estudantes e professores convocaram uma greve nacional para o pr?ximo dia 25.
Al?m da marcha na capital, houve mobiliza?es estudantis em pelo menos mais seis cidades chilenas, de acordo com a ag?ncia Efe.