Piaui em Pauta

Ministro cobra mudanças após 7 a 1 e defende intervenção estatal no futebol.

Publicada em 10 de Julho de 2014 às 20h20


?O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, classificou nesta quinta-feira (10) a derrota por 7 a 1 sofrida contra a Alemanha, na semifinal da Copa, como uma "marca profunda", cobrou mudan?as na estrutura do futebol brasileiro e defendeu uma interven??o estatal para que essa revolu??o aconte?a. "O futebol brasileiro precisa de mudan?as. A derrota para a Alemanha exp?e, evidencia mais essa necessidade", afirmou o ministro, durante entrevista coletiva organizada pela Fifa e o COL (Comit? Organizador Local) do Mundial no Maracan?. saiba mais Neymar admite fracasso da sele??o mas diz que ser? injusti?a se jogadores ficarem marcados Finalistas lideram ranking provis?rio da Fifa; Brasil cai para 7? Se Brasil ficar em 3? lugar, CBF receber? R$ 48 milh?es Pap?is de empresas brasileiras sobem no exterior, ap?s derrota na Copa Jovem do Nepal se suicida ap?s derrota do Brasil na Copa Leia mais sobre Copa 2014 Segundo o ministro, o tamanho da goleada que tirou da sele??o a possibilidade de ser hexa em casa foi um acidente, que n?o aconteceria novamente se as duas equipes se encontrassem mais uma vez, mas que merece ser analisado para o bem do futuro do futebol brasileiro. "Precisamos examinar o motivo e a causa do acidente. ? uma marca profunda. A melhor rea??o ? ver as causas mais duradouras daquele desastre. Precisamos extrair li?es para que o Brasil reponha a sele??o no status que ela deve ter. As mudan?as s?o necess?rias". Imagem: Rebelo defendeu ainda que essa revolu??o pela qual o esporte precisa passar deve ter o governo como protagonista, com a confec??o de leis e press?o sobre dirigentes esportivos. O presidente da CBF, Jos? Maria Marin, e o presidente eleito da federa??o, Marco Polo del Nero, ainda n?o foram a p?blico falar sobre a elimina??o brasileira. J? o t?cnico da sele??o, Luiz Felipe Scolari, disse que "o trabalho n?o foi de todo ruim". Segundo Rebelo, o governo n?o pretende nomear cartolas, mas quer ter um papel mais ativo na CBF e em outras federa?es esportivas. "O Estado n?o pode ser exclu?do da compet?ncia de zelar pelo interesse p?blico dentro do esporte". "A Lei Pel? tirou do Estado qualquer tipo de poder de atribui??o e poder de interven??o. Se depender de mim, n?o ter?amos tirado o Estado completamente dessa atribui??o. Se depender de mim, parte dessa atribui??o deve voltar". O regulamento da Fifa pro?be a inger?ncia dos governos nos rumos das federa?es nacionais filiadas ? entidade. A federa??o nigeriana, por exemplo, foi suspensa na quarta-feira (9) porque o Estado decretou o afastamento de toda a c?pula da entidade depois da queda nas oitavas de final da Copa do Mundo. PROPOSTA Entre as possibilidades de interven??o estatal nos rumos do futebol brasileiro, o ministro citou a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O projeto do deputado Ot?vio Leite (PSDB-RJ) prop?e um refinanciamento das d?vidas dos clubes em troca do que Rebelo chamou de a?es de "moderniza??o dos clubes", como o rebaixamento para quem n?o prestar contas das d?vidas e puni?es para quem n?o manter sal?rios dos atletas e funcion?rios em dia. Rebelo tamb?m pediu por uma legisla??o que permita que jovens menores de 14 anos possam morar em centros de treinamento dos clubes (o que ? proibido hoje) e ado??o de medidas que diminuam o fluxo de garotos brasileiros indo jogar, ainda nas categorias de base, no exterior. "N?s importamos m?o de obra e exportamos da Europa servi?os do futebol. N?o pode ser assim. Exportamos nossos craques, muitos ainda em forma??o. Fiquei sabendo que parte importante da nossa gera??o sub-15 j? est? no exterior. Nossa legisla??o facilita isso".

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Fonte: Vooz  |  Publicado por: Da Redação
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