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Ministro da Justiça diz que 'preferia morrer' a ficar preso por anos no país.

Publicada em 13 de Novembro de 2012 às 19h59


?O ministro da Justi?a, Jos? Eduardo Cardozo, disse que "preferia morrer" a ficar preso no sistema penitenci?rio brasileiro. “Do fundo do meu cora??o, se fosse para cumprir muitos anos em alguma pris?o nossa, eu preferia morrer”, afirmou. A declara??o foi dada nesta ter?a-feira (13) durante almo?o organizado por um grupo de empres?rios em um hotel do Brooklin, na Zona Sul de S?o Paulo.
Cardozo afirmou tamb?m que os pres?dios no Brasil "s?o medievais" e "escolas do crime". "Quem entra em um pres?dio como pequeno delinquente muitas vezes sai como membro de uma organiza??o criminosa para praticar grandes crimes", afirmou.
"Temos um sistema prisional medieval que n?o ? s? violador de direitos humanos, ele n?o possibilita aquilo que ? mais importante em uma san??o penal que ? a reinser??o social", avaliou o ministro da Justi?a.

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Ainda durante o evento em S?o Paulo, o ministro evitou comentar as penas aplicadas aos re?s do julgamento do mensal?o no Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu como cidad?o brasileiro tenho as minhas impress?es, meus sentimentos em rela??o a esse processo que julgou o mensal?o no STF, mas como ministro eu n?o comentarei jamais”, disse. "N?o me sentiria agindo corretamente no meu of?cio se fizesse qualquer coment?rio."
Seguran?a em S?o Paulo
Na segunda-feira (12), o ministro participou de reuni?o com o governador Geraldo Alckmin para celebrar acordo de coopera??o com o estado para combater a onda de viol?ncia. Desde o in?cio do ano, ao menos 90 policiais foram assassinados e houve alta no total de homic?dios. Segundo levantamento da TV Globo, desde 8 de outubro, 256 pessoas foram assassinadas na Grande S?o Paulo.

Durante o almo?o, Cardozo afirmou que o minist?rio n?o pode interferir diretamente no policiamento ostensivo no estado de S?o Paulo para diminuir os ?ndices de criminalidade. “Eu tenho que atuar no meu quadrado”, disse. "Organiza?es criminosas t?m que ser enfrentadas com energia e vontade pol?tica. E compet?ncia baseada em m?todos de intelig?ncia e planifica??o. N?o se pode fechar os olhos para o crime organizado", afirmou.
O ministro ressaltou que n?o h? crime organizado que funcione sem a corrup??o. Segundo ele, o problema n?o est? apenas nos "agentes p?blicos", mas tamb?m no "mundo privado" que acaba alimentado o ciclo da viol?ncia com pr?ticas como o pagamento de propina.
"A corrup??o ? um neg?cio que infelizmente vem da nossa cultura. ? um problema no mundo, mas na cultura brasileira a falta de distin??o entre o p?blico e o privado ? um neg?cio que ? assustador. S?ndico de pr?dio no Brasil, ?s vezes, superfatura o capacho da entrada do pr?dio", afirmou.
Fiscaliza??o contra o crime
Sobre o plano conten??o nas divisas, Cardozo afirmou que a fiscaliza??o ser? refor?ada no estado nos planos terrestre, a?reo e mar?timo. Nos pontos terrestres, a conten??o ser? feita pelas Pol?cias Rodovi?rias Estadual e Federal, Pol?cia Federal, For?a Nacional, Pol?cia Civil, Pol?cia Militar, Receita Federal e Secretaria da Fazenda.
Durante a palestra para empres?rios, Cardozo disse que todos que governam t?m responsabilidade sobre a seguran?a p?blica e afirmou que ? “hora de parar de fazer jogo de empurra-empurra”.
Ele tamb?m reclamou da falta de di?logo entre as diferentes esferas de governo no pa?s, por?m, preferiu um tom mais ameno quando foi questionado sobre a discuss?o que teve com o secret?rio da Seguran?a P?blica de S?o Paulo, Ant?nio Ferreira Pinto.
“Uma coisa que aprendi na vida ? que, para ler um livro, voc? vira p?ginas. Eu come?o a ler a p?gina a partir do momento em que n?s sentamos, com o telefonema do governador Geraldo Alckmin e da presidente Dilma Rousseff, em que foi decido que n?s estar?amos trabalhando em conjunto. Eu come?o a ler esse livro a partir dessa p?gina", afirmou.

O ministro e o secret?rio divergiram sobre a oferta de ajuda. Cardozo afirmava ter oferecido, desde julho, intelig?ncia e transfer?ncia de presos. O secret?rio dizia n?o ter recebido proposta e que teve negado pedido de recursos na ordem de R$ 149 milh?es para equipamentos.
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Tags: Ministro da Justiça - José Eduardo Cardozo

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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