
?O governo do Nepal n?o tem esperan?as de encontrar mais sobreviventes do terremoto, uma semana depois da trag?dia que deixou 6.841 mortos no pa?s, um dos mais pobres da ?sia.
As esperan?as de encontrar sinais de vida entre os escombros de Katmandu praticamente acabaram, ao mesmo tempo que as equipes de resgate ainda tentam chegar aos sobreviventes nas ?reas mais isoladas do pa?s, que em muitos casos ainda n?o receberam bens de primeira necessidade.
O Unicef fez um apelo para uma a??o r?pida com o objetivo de evitar epidemias entre 1,7 milh?o de pessoas que vivem nas ?reas mais afetadas, a poucas semanas do in?cio da temporada de chuvas de mon??o.
O terremoto 7,8 graus de magnitude de s?bado passado destruiu grande parte de Katmandu e muitos vilarejos pr?ximos ao epicentro, registrado a 70 km da capital.
"Uma semana passou desde o desastre. Estamos fazendo todo o poss?vel em termos de salvamento e assist?ncia, mas j? n?o acredito na possibilidade de encontrar sobreviventes sob os escombros", declarou ? AFP o porta-voz do minist?rio do Interior, Laxmi Prasad Dhakal, que anunciou o balan?o atualizado da trag?dia: 6.621 mortos e 14.023 feridos.
O terremoto tamb?m matou mais de 100 pessoas na ?ndia e na China.
Ao mesmo tempo, prosseguem as buscas para localizar quase mil europeus, a maioria praticantes de alpinismo que estavam nas regi?es do Everest e de Langtang no momento do tremor.
"Est?o desaparecidos, mas n?o sabemos exatamente qual a sua situa??o", afirmou Rensje Teerink, embaixadora da UE no Nepal, ? imprensa.
Em v?rias regi?es, os sobreviventes esperam por alimentos e por transporte para um local seguro.
"Em muitas ?reas, as pessoas n?o t?m acesso ? ajuda e ? normal que estejam irritadas", admitiu Rameshwor Dangal, diretor da ag?ncia nacional de gest?o de cat?strofes.
"Calculamos que quase mil pessoas precisam de aux?lio nas regi?es de Rasuwa e Sindhupalchowk", disse.
Na capital Katmandu, dezenas de milhares de pessoas continuam dormindo nas ruas.
"N?o moramos nesta barraca por nossa vontade. Estamos aqui porque n?o temos para onde ir", declarou Dhiraj Thakur, refugiado h? uma semana na esplanada de Tundi Khel Maidan.
O Unicef alertou para a situa??o de milhares de crian?as desabrigadas, com a sa?de em risco, traumatizadas pela trag?dia e sem acesso ? ?gua pot?vel ou alimentos.
"Os hospitais est?o lotados, a ?gua come?a a faltar, muitos corpos continuam sepultados sob os escombros e as pessoas continuam dormindo nas ruas. ? uma situa??o perfeita para a prolifera??o de doen?as", advertiu Rownad Khan, funcion?rio do Fundo das Na?es Unidas para a Inf?ncia.
Khan afirmou que a margem de tempo ? curta para adotar medidas de preven??o de doen?as infecciosas antes do in?cio das chuvas de mon??o, que com sua umidade podem agravar os riscos.