Publicada em 30 de Maio de 2014 às 07h37
Imagem: Reprodu??oClique para ampliar Os brasileiros s?o os mais arrependidos, na Am?rica Latina, de ter come?ado a fumar. ? o que revela pesquisa feita em 20 pa?ses do mundo. No Brasil, participaram 1.830 pessoas de tr?s capitais (S?o Paulo, Rio e Porto Alegre).
Os dados constam de relat?rio in?dito de um projeto internacional que avalia pol?ticas de controle de tabaco (ITC) e que ser? divulgado nesta sexta-feira (30) em Bras?lia por um grupo de entidades, entre elas o Inca (Instituto Nacional do C?ncer). saiba mais Fumantes dormem menos e t?m mais dist?rbios do sono, diz estudo Leia mais sobre Fumantes
Entre os brasileiros pesquisados, 85% dos homens e 89% das mulheres lamentam ter come?ado a fumar —a m?dia para o pa?s ? de 87%.
? o maior ?ndice de arrependimento entre os tr?s pa?ses pesquisados na Am?rica Latina —no M?xico, a m?dia ? 74% e no Uruguai, 66%.
No conjunto de 20 pa?ses, a maior taxa de arrependidos est? na Tail?ndia, com 96% dos homens —a pesquisa n?o ouviu as mulheres.
A contadora Maria Aparecida de Rezende, 55, fumante desde os 18 anos, ? uma das que lamentam ter come?ado. "Era moda fumar, todos fumavam. Sinto os reflexos do cigarro na pele, nos dentes, por mais que me cuide. Na academia, fico cansada."
H? 20 dias, Cida decidiu abandonar o ma?o de cigarros di?rio que fumava. Ela quer fazer uma lipoaspira??o e o m?dico disse que s? vai oper?-la se estiver livre do tabaco. "Agora vou conseguir."
Assim como a contadora, mais de dois ter?os dos fumantes pesquisados (69%) t?m opini?o negativa sobre o tabagismo e 80% deles j? tentaram parar de fumar.
"As pessoas n?o querem fumar, est?o conscientes do mal que o cigarro traz e se sentem enganadas em todo esse processo", diz T?nia Cavalcante, secret?ria-executiva da Conicq (comiss?o interministerial para pol?ticas de controle do tabaco), que coordenou a pesquisa no pa?s.
A maioria, por?m, est? dependente do cigarro —mais da metade (54%) relata um alto grau de depend?ncia.
Isso fica evidente em um levantamento do Icesp (Instituto do C?ncer do Estado de S?o Paulo Octavio Frias de Oliveira). Quase dois ter?os (65%) dos fumantes com c?ncer ali atendidos n?o conseguem largar o cigarro mesmo ap?s o diagn?stico do tumor.
"Deveria ser uma grande motiva??o, mas n?o ? isso o que acontece. A depend?ncia acaba sendo maior do que a for?a de vontade", diz o m?dico Frederico Fernandes, coordenador do Grupo de Apoio ao Tabagista do Icesp.
O hospital oferece tratamento (comportamental e medicamentoso) aos doentes que desejam parar de fumar. Metade deles consegue.