Publicada em 25 de Junho de 2014 às 07h36
?A bola rolou, e o n?mero de manifesta?es caiu 39% nos 12 primeiros dias de Copa do Mundo em compara??o com os 12 dias que antecederam o in?cio do Mundial. saiba mais Col?mbia pede retifica??o de TV que associou pa?s ? coca?na Presen?a em massa de argentinos for?a aumento de seguran?a em Porto Alegre Fifa confirma investiga??o do caso da mordida de Luis Su?rez Rio decreta feriado nesta quarta para o jogo por quest?es de seguran?a L?der 100%, Col?mbia bate Jap?o e encara Uruguai nas oitavas Leia mais sobre Copa 2014 Nas dez principais cidades das maiores regi?es metropolitanas do pa?s, foram 43 protestos nesse per?odo, ante 71 no intervalo anterior. O levantamento aparece no "protest?metro", ferramenta atualizada diariamente no site da Folha a partir de informa?es da pol?cia, ?rg?os de tr?nsito, movimentos sociais, sindicatos e da imprensa. O volume caiu, e a motiva??o mudou: a maioria dos protestos por reajustes salariais e melhorias nas condi?es de trabalho deu lugar a manifesta?es contra a Copa. Para o cientista pol?tico Jo?o Feres J?nior, professor do Instituto de Estudos Sociais e Pol?ticos da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), fracassaram as tentativas de alguns grupos de repetir as grandes manifesta?es de junho de 2013.? ? ? ? ?Mesmo antes da Copa, diz, os protestos n?o tiveram forte ades?o, com exce?es de atos dos sem-teto. "Os brasileiros gostam muito de futebol." Segundo Miguel Torres, presidente da For?a Sindical, a queda j? era esperada. "Algumas categorias com data-base em maio j? negociaram. Outras est?o em andamento, mas em ritmo um pouco mais lento em fun??o dos jogos." Com o fim do torneio, as categorias cujas negocia?es salariais ocorrem no segundo semestre (caso dos metal?rgicos) podem ir ?s ruas. Os trabalhadores da constru??o civil de Fortaleza fazem parte das poucas categorias paradas durante a Copa. Em greve, reuniram cerca de 3.000 pessoas em ato na segunda (23) e prometem continuar. Mas param os protestos nos jogos do Brasil. "N?o somos contra os jogos", diz Tadeu Souza de Ara?jo, um dos diretores do sindicato dos trabalhadores. "Mas queremos padr?o Fifa tamb?m para os hospitais, escolas e transporte p?blico." Em Bras?lia, os grupos que organizam manifesta?es t?m estrat?gia parecida. No dia de Brasil x Camar?es, o ato contra gastos do Mundial terminou antes do jogo, ap?s manifestantes queimarem uma r?plica da ta?a da Copa. Thiago ?vila, do Comit? Popular da Copa em Bras?lia, admite que a popula??o quer ver os jogos e afirma que os manifestantes n?o s?o contra isso. Ao mesmo tempo, diz, as mobiliza?es continuam para exigir melhorias. Tamb?m na segunda, no Rio, um ato de movimentos populares acabou quando o Brasil entrou em campo. ?