
Dois candidatos disputam hoje (1?.fev.2013) a presid?ncia do Senado: Renan Calheiros (PMDB-AL), apoiado pelo governo Dilma, e Pedro Taques (PDT-MT), como alternativa de oposi??o. Se a vota??o mantiver a tend?ncia mostrada desde a redemocratiza??o do pa?s, em 1985, o governista vencer?.
O Blog levantou os resultados de todas as elei?es para presidente do Senado e da C?mara dos Deputados desde 1985. Nunca um candidato oposicionista venceu entre os senadores. Na C?mara, s? houve uma ocasi?o em que o candidato inicial do establishment n?o foi eleito.
O m?ximo que um opositor do governo obteve no Senado foram 32 votos, em 2009. Esse foi o resultado obtido por Ti?o Viana (PT-AC) contra Jos? Sarney (PMDB-AP), que venceu com 49 votos. J? em 2010, Sarney foi reeleito e ganhou a presid?ncia da Casa pela 4? vez com larga vantagem –teve 70 votos contra apenas 8 votos dados a Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
O quadro a seguir mostra os resultados das disputas pela Presid?ncia do Senado depois do fim da ditadura militar (1964-1985):
A C?mara eleger? seu novo presidente na pr?xima 2? feira (4.fev.2013). Entre os deputados o h?bito ? tamb?m colocar o indicado pelas for?as majorit?rias no comando. A tradi??o s? falhou uma vez desde 1985.
O caso bem rumoroso ocorreu em 2005, com a vit?ria de Severino Cavalcanti (PP-PE). O candidato do governo Lula, Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), perdeu porque outro petista, Virg?lio Guimar?es (PT-MG), tamb?m entrou na disputa e dividiu os votos dos aliados.
Houve um outro epis?dio de reviravolta na C?mara, mas foi uma solu??o dentro da base governista. Em 2001, p Pela regra geral, deveria ser eleito um candidato do PFL (hoje Democratas), que tinha a maior bancada de deputados. O nome era Inoc?ncio Oliveiram, de Pernambuco (que hoje j? nem est? mais no partido; filiou-se ao PR). Quem acabou eleito em 2001 foi A?cio Neves (PSDB-MG), mesmo com os tucanos sendo minoria.
Essa vit?ria de A?cio em 2001 para presidir a C?mara n?o era o desejo inicial do governo, que temia um abalo na sua base de apoio. Mas quando o sucesso do tucano se tornou inevit?vel, o Planalto acabou abra?ando a candidatura e n?o houve crise.