Piaui em Pauta

Opositores de Maduro prometem que protestos ganharão força na Venezuela

Publicada em 09 de Maio de 2014 às 18h25


?Opositores do governo do presidente da Venezuela, Nicol?s Maduro, prometeram nesta sexta-feira que as manifesta?es v?o ganhar for?a, um dia depois que militares expulsaram 247 jovens que acampavam nas ruas e pra?as de Caracas, numa a??o que terminou com a morte de um policial baleado durante enfrentamentos com manifestantes. "A manifesta??o n?o deve e n?o vai parar at? que haja liberdade, democracia e soberania na Venezuela", disse Miguel Barreto, um executivo que faltou ao trabalho para levantar uma barricada com lixo e peda?os de pau em uma rua de uma regi?o abastada de Caracas. Junto a ele, uma dezena de vizinhos ainda de pijama se unia a um protesto que crescia depois de ter minguado nas ?ltimas semanas, enquanto estudantes universit?rios voltavam a marchar nas principais cidades e preparavam mobiliza?es para o s?bado e a segunda, quando se completam tr?s meses da morte de tr?s pessoas nas primeiras manifesta?es. A algumas quadras dali, alguns mais acostumados juravam que voltariam a levantar os acampamentos arrasados pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na madrugada de quinta-feira, que eram considerados pelo governo como "focos de delinqu?ncia" e onde se planejava uma "insurrei??o". Desde princ?pios de fevereiro, milhares de venezuelanos sa?ram ?s ruas para protestar contra Maduro, que apontam como culpado pela alta infla??o, a escassez de bens essenciais e a criminalidade em alta, que converteu a Venezuela, segundo a Organiza??o das Na?es Unidas (ONU), no segundo pa?s mais violento do mundo. As manifesta?es, que t?m se caracterizado por bloqueios de ruas, passeatas e enfrentamentos entre jovens armados com pedras e coquet?is molotov e batalh?es de choque, deixaram 42 mortos e centenas de feridos e presos. Embora o herdeiro de Hugo Ch?vez tenha dito que querem dep?-lo, a onda de manifesta?es --a pior em mais de uma d?cada no pa?s-- n?o parece amea?ar a governabilidade do maior exportador de petr?leo da Am?rica do Sul. Entretanto, deteriorou a popularidade do chefe de Estado, cuja aprova??o, segundo uma pesquisa recente, caiu para cerca de 37 por cento, seu pior n?vel desde que assumiu a Presid?ncia em meados de abril de 2013 ap?s a morte de Ch?vez por c?ncer. Os problemas que levaram os venezuelanos a protestar continuam latentes desde ent?o, raz?o pela qual analistas n?o veem uma solu??o para resolver logo o conflito. A ONU criticou nesta sexta-feira o "uso excessivo da for?a" por parte do governo da Venezuela para desbaratar os "protestos pac?ficos" em Caracas, e afirmou ter recebido den?ncias sobre a falta de informa??o do paradeiro de manifestantes detidos. "Condenamos de maneira inequ?voca toda viol?ncia, de todas as partes, na Venezuela, mas estamos particularmente preocupados com os relatos sobre o uso excessivo da for?a pelas autoridades em resposta ?s manifesta?es", disse em Genebra um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. A ONU reiterou seu pedido ao governo para que "garanta que as pessoas n?o ser?o penalizadas por exercer seu direito de se reunir de forma pac?fica e ? liberdade de express?o". A condena??o da ONU se soma ?s da Anistia Internacional e da Human Rights Watch. Apesar de haver admitido "excessos" policiais na repress?o aos violentos protestos, o governo negou veementemente que na Venezuela se violem os direitos humanos.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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