Publicada em 28 de Maio de 2014 às 07h36
Francisco visita Basílica de Santa Maria la Mayor, em Roma
Imagem: EFEFrancisco visita Bas?lica de Santa Maria la Mayor, em Roma
O papa Francisco disse nesta ter?a-feira, 27, que as regras do celibato clerical podem mudar e admitiu a possibilidade de a Igreja ter novos papas em?ritos, a exemplo de Bento XVI, que renunciou ao trono de Pedro em 2013. A declara??o foi dada a jornalistas durante o voo de retorno a Roma depois da visita ? Terra Santa.
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"Eu farei o que o Senhor me disser para fazer: orar e buscar a vontade de Deus. Creio que Bento XVI n?o seja um caso ?nico. Haver? outros ou n?o? S? Deus sabe, mas essa porta est? aberta", afirmou o papa ao ser questionado se tomaria a mesma decis?o que seu antecessor caso sentisse um dia n?o ter mais for?as para exercer o papado.
"H? 70 anos n?o havia bispos em?ritos. O que ocorrer? com os papas em?ritos? Creio que devemos ver Bento XVI como a uma institui??o que abriu uma porta: a dos papas em?ritos", disse Francisco ap?s a visita de tr?s dias pelo Oriente M?dio com uma agenda repleta de encontros e riscos ? seguran?a. "Creio que o papa que sente que suas for?as diminuem deve se fazer as mesmas perguntas que se fez o papa Bento XVI."
Durante a viagem, Francisco se encontrou com o patriarca ortodoxo grego de Constantinopla, Bartolomeu I, na Bas?lica do Santo Sepulcro, em Jerusal?m. Durante a entrevista, Francisco foi questionado sobre o que se podia aprender com os ortodoxos, "por exemplo, sobre o celibato". Francisco lembrou que a Igreja Cat?lica tem padres casados. "Existem no rito oriental. O celibato n?o ? um dogma de f?, ? uma regra de vida que eu aprecio muito e creio que seja um dom para a Igreja."
Em seguida, o papa deixou claro que mudan?as podem ocorrer na regra que permanece v?lida para a maioria dos sacerdotes do Ocidente desde o Conc?lio de Trento, no s?culo 16. "N?o sendo um dogma de f?, sempre est? a porta aberta."
Unidade. Em seguida, o papa disse que n?o tratou do celibato com o patriarca ortodoxo. O papa Bergoglio revelou que o tema da conversa com o l?der crist?o oriental foi a unidade entre as duas igrejas, o que, segundo Francisco, n?o se constr?i em um congresso de teologia.
Para caminhar em dire??o a essa unidade, Francisco citou a necessidade de resolver "o problema da data da P?scoa", pois muitos ortodoxos v?o ? Igrejas cat?licas e vice-versa. "Conversamos sobre o conc?lio pan-ortodoxo para que se fa?a algo sobre a data da P?scoa. Porque h? uma situa??o um pouco rid?cula: Quando ressuscitou teu Cristo? O meu na semana que v?m. E o meu, em vez disso, na semana passada. A data da P?scoa ? um s?mbolo de unidade."
Por fim, ao ser perguntado sobre as expectativas que seu papado despertava, como mudan?as na exclus?o da comunh?o dos divorciados que decidem se casar novamente, o papa lembrou que o S?nodo de outubro pr?ximo ser? "sobre a fam?lia, seus problemas, suas riquezas e a situa??o atual".
"N?o me tem agradado que muitas pessoas, at? dentro da Igreja, tenham dito: "o S?nodo servir? para dar a comunh?o aos divorciados que votaram a se casar, como se tudo se reduzisse ? casu?stica: se poder? ou n?o dar a comunh?o? Sabemos que a fam?lia hoje est? em crise e essa ? uma crise mundial. Os jovens n?o querem casar. ? preciso estudar os procedimentos de nulidade matrimonial, estudar a f? com que uma pessoa se aproxima do matrim?nio. ? preciso, no entanto, esclarecer que os divorciados n?o est?o excomungados... E muitas vezes eles s?o tratados como se estivessem."