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Paquistão: ex-marido de grávida apedrejada conta sua versão

Publicada em 30 de Maio de 2014 às 15h20


Viúvo Mohammad Iqbal assumiu ter matado a primeira mulher em uma briga sobre Farzana em 2009 Viúvo Mohammad Iqbal assumiu ter matado a primeira mulher em uma briga sobre Farzana em 2009 Imagem: Divulga??o/BBCClique para ampliarVi?vo Mohammad Iqbal assumiu ter matado a primeira mulher em uma briga sobre Farzana em 2009 Um homem paquistan?s cuja esposa foi espancada at? a morte por familiares furiosos que n?o aprovavam seu casamento relembrou sua breve vida com a mulher por quem se apaixonou ? primeira vista. Farzana Iqbal, de 25 anos, foi assassinada na ter?a-feira por um grupo que tinha como integrante o pr?prio pai, disseram testemunhas e a pol?cia, por ter se apaixonado e casado em janeiro com Muhammed Iqbal, em vez de um primo escolhido para ela. "Ela era uma pessoa muito feliz. E ela foi a melhor esposa que qualquer um poderia pedir", disse ? Reuters Iqbal, de 45 anos, em sua casa de tijolos de barro localizada na aldeia de Moza Sial, no centro do Paquist?o. "Ela nunca mentiu. Ela nunca quebrou suas promessas. Era isso o que eu mais amava e respeitava nela. Ela nunca me deixou na m?o. Mas eu a deixei. Era meu dever salv?-la." A sombria hist?ria de amor, trai??o e assassinato chocou pessoas ao redor do mundo. A Organiza??o das Na?es Unidas (ONU) condenou a morte de Farzana e um grande jornal internacional trouxe na primeira p?gina uma foto da Reuters com os vest?gios do terr?vel ataque. No entanto, no Paquist?o, pa?s mu?ulmano de cerca de 180 milh?es de habitantes, a rea??o ao assassinato foi mais silenciosa. Diversas fam?lias conservadoras consideram vergonhoso que uma mulher se apaixone e escolha o pr?prio marido. A recusa em aceitar casamentos arranjados comumente resulta em "crimes de honra". Em 2013, foram relatados 869 casos na m?dia, segundo a Comiss?o de Direitos Humanos do Paquist?o, e os n?meros reais devem ser provavelmente mais altos, j? que muitos crimes n?o s?o notificados. A not?cia ultrapassou as fronteiras do Paquist?o porque o crime ocorreu em plena luz do dia diante da Suprema Corte da cidade de Lahore, capital cultural do pa?s. Na ter?a-feira, Farzana, seu marido e outros familiares foram atacados a caminho do tribunal de Lahore, onde eles planejavam argumentar que seu casamento era genu?no, em resposta a uma acusa??o de sequestro apresentada pela fam?lia de Farzana. A pr?pria hist?ria de amor nasceu de uma situa??o violenta, perpetrada por Muhammed. Em uma confiss?o informal, ele disse ter matado a primeira mulher em uma briga sobre Farzana em 2009. "Eu fiquei nervoso. N?s est?vamos brigando, o tipo de brigas que marido e mulher t?m. Eu a segurei pelo pesco?o e queria apenas empurr?-la, mas ela morreu", afirmou. "Eu ia ver Farzana e ela ficou no meu caminho e disse que n?o me deixaria ir. Ent?o eu a empurrei. Houve uma a??o por assassinato contra mim por tr?s a quatro anos mas a? meus filhos me perdoaram e eu fui liberado. Ent?o, casei com Farzana." Sob a lei isl?mica, que ? aceita pelos tribunais paquistaneses, as fam?lias das v?timas podem decidir o destino dos criminosos condenados.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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