Piaui em Pauta

Para Campos há paralisação da reforma agrária

Publicada em 06 de Agosto de 2014 às 18h40


Ap?s participar de sabatina promovida pela Confedera??o Nacional da Agricultura e Pecu?ria do Brasil (CNA), em Bras?lia, o candidato do PSB ? Presid?ncia da Rep?blica, Eduardo Campos, disse que o "estresse" no campo se deve ? paralisa??o da agenda de demarca?es de terras ind?genas e assentamentos para reforma agr?ria, no governo da presidente Dilma Rousseff. "Houve uma paralisa??o da reforma agr?ria no Pa?s", disse. Para Campos, a falta de di?logo do atual governo e a aus?ncia de aten??o voltada ao setor gera conflito no campo. "Temos de proteger a vida de ?ndios e agricultores; ? preciso evitar embates e mortes." Sobre a reforma agr?ria, ele disse que, al?m de indenizar o dono da terra, ? preciso tamb?m garantir recursos para o reassentamento das pessoas. Para o candidato, a justi?a social no campo ? um desafio assim como a sustentabilidade. "O agroneg?cio precisa de ci?ncia e tecnologia, de inova??o, mas precisamos cuidar das pol?ticas de assentamento, das pol?ticas voltadas para povos ind?genas e da reforma agr?ria. Dessa forma se constr?i paz no campo. ? tudo o que precisam os que vivem no campo", declarou Campos. O candidato disse que o barateamento da comida na mesa dos brasileiros depende n?o s? de infraestrutura, mas de redu??o do "custo Brasil" e de paz no campo. "A demanda dos agricultores n?o ? para parar (os assentamentos e as demarca?es), ? para resolver (o conflito no campo)", afirmou. "Em quatro anos vamos avan?ar na pauta de demarca??o de terras", disse o pessebista, mas evitou falar em meta para cria??o de assentamentos e n?o deu um prazo para a conclus?o das demarca?es de terras ind?genas, argumentando que o processo depende de uma s?rie de a?es, entre elas a realiza??o da laudos antropol?gicos. Ele lembrou que a Constitui??o previu cinco anos para a solu??o do problema das reservas ind?genas, mas a quest?o se arrasta at? os dias atuais. "Paralisa??o leva ao tensionamento. Na hora que voc? dialoga e faz a pauta andar, voc? leva a paz, o entendimento e o desenvolvimento para o campo", concluiu. Perguntado sobre o programa do PSB, dos anos 40 e que defende a nacionaliza??o de terras do Pa?s, Campos minimizou o documento e disse que ele foi escrito em um outro cen?rio. "A realidade se alterou", disse, argumentando que analisar o programa com a ?tica atual seria o mesmo que comparar a "Constitui??o de 1988 com a Carta de Pero Vaz de Caminha". Para Campos, ? preciso retomar o di?logo com o mundo rural brasileiro e que seu di?logo sobre sustentabilidade no campo ser? "tranquilo, respeitando diverg?ncias". O socialista voltou a fazer cr?ticas ao atual modelo de sustenta??o pol?tica, argumentando que ele impede a renova??o da gest?o p?blica. E destacou que a presidente Dilma ser? a primeira chefe do Executivo a entregar o Pa?s, ao final do mandato, pior do que quando o recebeu. "O presidente Lula promoveu di?logo em suas media?es e entregou um Pa?s melhor", comparou.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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