?O ministro da Secretaria de Rela?es Institucionais, Ricardo Berzoini, afirmou nesta quarta-feira disse “n?o ter d?vida nenhuma” de que a inten??o da oposi??o ao governo no Congresso Nacional n?o ? investigar os contratos envolvendo a Petrobras, mas aproveitar as den?ncias contra a estatal para “ocupar espa?o pol?tico”. Na avalia??o do ministro, que ? respons?vel pela a articula??o pol?tica do governo, a instala??o de uma Comiss?o Parlamentar de Inqu?rito (CPI) em ano eleitoral aumenta a tend?ncia de politiza??o do mecanismo de investiga??o. “CPI ? sempre uma comiss?o pol?tica. Em ano eleitoral, muito mais. Ent?o, seja na C?mara ou no Senado, existe o risco de haver uma partidariza??o eleitoral da CPI. N?s esperamos que n?o haja, mas n?o vamos ser inocentes de achar que essa comiss?o vai investigar desconectada do cen?rio eleitoral”, afirmou Berzoini em caf? da manh? com jornalistas. “A oposi??o est? fazendo um movimento leg?timo de tentar preencher um espa?o pol?tico com esse assunto. At? porque eles n?o tem como explicitar propostas para o Brasil at? agora”, criticou. Berzoini levantou o tom contra A?cio Neves e Eduardo Campos, pr?-candidatos ao Planalto pelo PSDB e PSB, respectivamente. Ele sinalizou que a estrat?gia do PT na campanha dever? ser a de sublinhar a diferen?a de gest?o entre os mandatos petistas (Lula e Dilma) com os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso. “Eu acho que o governante, de fato, n?o pode temer medidas dif?ceis, mas quando eu lembro do governo Fernando Henrique e que ele foi l?der do PSDB, e que foi presidente da C?mara quando ocorreram grandes malef?cios para os trabalhadores, eu tenho certeza de que quando ele fala de medidas impopulares, ele sabe do que ele t? falando”, disse. Dentro do governo, a avalia??o ? a de que a pol?tica monet?ria est? sendo conduzida da maneira correta, isto ?, sem efeitos nocivos ? popula??o como taxa b?sica de juros muito elevada e aumento de desemprego. A estrat?gia contra Eduardo Campos, egresso da base do governo, ser? diferente e, segundo Berzoini, depender? das cr?ticas e propostas levantadas pelo pessebista. “Em algum momento ele vai ter de apresentar quais s?o suas diverg?ncias com o projeto que n?s conduzimos. Quando ele apresentar suas diverg?ncias com suas propostas de governo, vamos avaliar o embate que deve ser feito”, pontuou. O ministro deu demonstra??o de que o tom ser? duro na resposta a Campos. O pr?-candidato do PSB criticou o governo pela alian?a com o senador Jos? Sarney (PMDB-AP), que foi presidente do Senado nos governos Lula e Dilma. “Eu acho engra?ado quando o Eduardo, que sempre foi uma pessoa muito pragm?tica na pol?tica, apresentar cr?ticas a pessoas que est?o alinhadas conosco sem olhar para as alian?as que ele vem fazendo”, disse, citando dois expoentes da oposi??o: Jorge Bornhausen e Her?clito Fortes. Her?clito deixou o DEM para filiar-se ao PSB. Bornhausen foi senador pelo PFL, que mais tarde se tornou DEM, e seu filho tamb?m se filiou ao partido de Campos. A cr?tica de Berzoini ? ao fato da alian?a do pr?-candidato receber figuras que era opositoras a um projeto de governo do qual ele mesmo fez parte.