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Passagem aérea fica 17% mais cara e é vilã da inflação de setembro.

Publicada em 09 de Outubro de 2013 às 13h34


?Apesar da acelera??o dos pre?os de importantes alimentos, vestu?rio e itens de habita??o, o grande vil?o da infla??o em setembro foi o aumento das passagens a?reas, num momento de intensa procura e alta de custos, reflexo do pre?o mais elevado do combust?vel --que tem cota??o em d?lar.

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Para o consumidor, os bilhetes ficaram 16,9% mais caros em setembro, ap?s uma queda de 0,61% em agosto.

Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de ?ndices de Pre?os do IBGE, o combust?vel ? o item de maior peso no custo total das companhias a?reas, que embutiram o aumento no pre?o das passagens. "As companhias alegam que n?o repassaram tudo, mas algum repasse ocorreu", afirmou.

Sozinho, o reajuste dos bilhetes a?reos correspondeu a 0,08 ponto percentual do IPCA de 0,35% --ou 24% do ?ndice. Foi o produto que individualmente pesou mais na infla??o de setembro --em seguida, veio o p?o franc?s, com impacto de 0,04 ponto percentual, que tamb?m sobe na esteira da alta do d?lar e do maior custo da importa??o de trigo.

A coordenadora do IBGE disse que, mesmo em per?odo de baixa temporada, a demanda por passagens a?reas ficou aquecida por conta de dois eventos que movimentaram muitos turistas: o C?rio de Nossa Senhora de Nazar?, em Bel?m, e o festival de m?sica Rock in Rio.

Nesse cen?rio de maior procura por bilhetes, ficou mais f?cil para as companhias repassarem o custo maior com o combust?vel.

Com o aumento das passagens a?reas, o grupo transporte saiu de uma defla??o de 0,06% em agosto para uma alta de 0,44% em setembro --a de maior peso no IPCA do m?s.

Apesar do forte reajuste em setembro, as passagens acumulam uma queda de 14,37% de janeiro a setembro. Em 12 meses, por?m, a varia??o ficou positiva em 13,94%. O ?ndice pega os meses finais de 2012, habitualmente cresce a procura por passagens ?reas no fim do ano e os pre?os sobem.

?NIBUS

O grupo transportes subiu tamb?m por conta do fim do efeito ben?fico da retirada dos reajustes de ?nibus nas principais capitais, ap?s a onda de protestos de junho. O impacto, que conteve a infla??o, ficou concentrado em julho e agosto, quando as tarifas recuaram 3,32% e 0,20%, respectivamente.

Dentre as 11 capitais e regi?es metropolitanas pesquisadas, apenas Fortaleza e Curitiba aumentaram as passagens de ?nibus neste ano. Em Porto Alegre, onde come?aram os primeiros focos de protesto contra o elevado custo do transporte p?blico, os ?nibus ca?ram 1,75%. Em Salvador, houve retra??o de 7,14% gra?as ? redu??o da passagem aos domingos.

Em S?o Paulo, os pre?os ficaram est?veis, assim como nas demais ?reas pesquisadas.

GASOLINA

Beneficiada pela safra recorde de cana e a consequente elevada produ??o de etanol, a gasolina ficou 0,42% mais barata em setembro. O derivado de petr?leo recebe adi??o de 25% do biocombust?vel. J? o etanol recuou 0,72%.

Tal cen?rio, dizem analistas, abre caminho para um aumento da gasolina, pleiteado h? meses pela Petrobras e sempre postergado pelo governo para n?o pressionar ainda mais a infla??o.

Com o IPCA em 12 meses abaixo do teto da meta e no menor n?vel do ano (5,86%) e o recuo do pre?o dos combust?veis, abre-se uma janela para um reajuste em outubro, previsto pela LCA e outras consultorias.

A queda do etanol ajuda ainda a Petrobras. Com pre?o menor, o ?lcool fica mais competitivo em v?rios Estados, o que tende a reduzir o consumo de gasolina e a necessidade de importa??o do produto pela estatal.

Tags: Passagem aérea fica - Apesar da aceleração

Fonte: uol  |  Publicado por: Da Redação
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