?O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, negou no s?bado (24) pedido feito pela AGU (Advocacia-Geral da Uni?o) para que fosse suspensa decis?o liminar sobre o poder de investiga??o do CNJ (Conselho Nacional de Justi?a).
Na segunda-feira (19), ?ltimo dia do ano judici?rio, o ministro do STF Marco Aur?lio Mello concedeu uma liminar para impedir que o conselho investigue ju?zes antes que os tribunais onde eles atuam analisem sua conduta --o que, na pr?tica, suspendeu todas as apura?es abertas por iniciativa do CNJ.
A decis?o deve ser levada a plen?rio na primeira sess?o do ano que vem, no in?cio de fevereiro, para que seus colegas avaliem o tema.
No seu pedido, a AGU afirmou que o ministro violou o regimento interno do STF e tomou a decis?o j? durante o recesso. "O dispositivo destaca que ? atribui??o do presidente do STF decidir quest?es urgentes nos per?odos de recesso ou de f?rias", diz nota da AGU.
Ontem, Pelusou negou o pedido e o encaminhou para que Marco Aur?lio d? informa?es sobre o caso.
Na segunda-feira, o ministro Ricardo Lewandowski tamb?m suspendeu apura??o sobre a folha de pagamento de servidores do Judici?rio em 22 tribunais. O CNJ averiguava movimenta?es financeiras at?picas.
As decis?es criaram uma crise que abalou a c?pula do Judici?rio e que trouxe novamente ? tona a discuss?o sobre a transpar?ncia da Justi?a brasileira.
As liminares atenderam a pedidos feitos por tr?s associa?es de ju?zes. Elas afirmam que o CNJ atuava de forma inconstitucional.
As mesmas associa?es entraram durante a semana com um pedido para que Procuradoria-Geral da Rep?blica investigue a corregedora do CNJ, Eliana Calmon.