
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (31) reajuste de 13% no pre?o m?dio do diesel praticado pela estatal nas refinarias. O pre?o do litro subir? de R$ 2,0316 para R$ 2,2964.
Os novos pre?os entram em vigor j? nesta sexta-feira e devem acabar impactando no valor pago pelos consumidores nas bombas. O repasse do reajuste para o pre?o final, entretanto, vai depender dos postos.
Em nota, a Petrobras informou que o valor "reflete a m?dia aritm?tica dos pre?os do diesel rodovi?rio, sem tributos, praticados pela Petrobras em suas refinarias e terminais no territ?rio brasileiro".
Congelamento
O pre?o do diesel estava congelado desde 1? junho e o reajuste acontece ap?s a Ag?ncia Nacional do Petr?leo, G?s Natural e Biocombust?veis (ANP) publicar os novos pre?os de refer?ncia para comercializa??o do diesel, com alta de at? 14,4% dependendo da regi?o do pa?s.
O congelamento do pre?o de refer?ncia do diesel foi parte decisiva da negocia??o do governo federal para p?r fim ? greve dos caminhoneiros. Para n?o causar preju?zos ?s refinarias e distribuidoras, o governo garantiu subsidiar em at? R$ 0,30 por litro do combust?vel at? o dia 31 de dezembro deste ano.
O novo pre?o de refer?ncia do diesel publicado pela ANP nesta sexta refletem, segundo a ag?ncia, "os aumentos dos pre?os internacionais do diesel e do c?mbio no ?ltimo m?s". Os novos pre?os j? levam em conta a subtra??o de R$ 0,30 por litro (patamar de subs?dio estabelecido pelo governo).
Os novos pre?os de refer?ncia da ANP valer?o por 30 dias. O governo prev? gastar R$ 9,58 bilh?es at? o final do ano com o subs?dio ao diesel.
Segundo a Petrobras, o novo per?odo do programa prev? o ajuste nos pre?os m?dios regionais e mant?m a condi??o de pagamento da subven??o ? comprova??o de que os pre?os praticados pelas empresas habilitadas sejam inferiores aos pre?os de comercializa??o definidos pela ANP para as cinco regi?es (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte sem Tocantins e Nordeste com Tocantins).
Apesar do reajuste, o novo pre?o do diesel nas refinarias ainda continuar? abaixo do que era praticado antes da greve dos caminhoneiros. A m?xima do per?odo de reajustes di?rios da Petrobras foi registrada no dia 22 de maio, quando o diesel chegou a R$ 2,3716 nas refinarias.
J? os pre?os da gasolina foram reajustados em 1,40% nas refinarias a partir de sexta-feira, para R$ 2,1375 o litro, nova m?xima dentro da era de reajustes di?rios iniciada h? mais de um ano, conforme divulgado j? na v?spera pela estatal.
Diferen?a deve ser paga pelo consumidor
O novo pre?o do diesel leva em conta sobretudo a alta do pre?o do barril do petr?leo e do d?lar, e deve voltar a pesar no bolso dos consumidores, segundo especialistas do mercado.
Como o o d?lar foi a R$ 4, o pre?o do diesel subiu muito no mercado. Ent?o, aqueles 30 centavos n?o est?o sendo suficiente para cobrir os custos das distribuidoras”, afirma o s?cio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires.
A mudan?a na f?rmula de c?lculo do pre?o de refer?ncia do diesel partiu de uma cobran?a das distribuidoras. Por?m, a nova metodologia n?o atender? ?s expectativas, segundo adiantou o presidente da Plural, Leonardo Gadotti.
Segundo o executivo, o pedido para mudan?a do c?lculo partiu “basicamente daquelas [distribuidoras] que importam o produto”. O Brasil produz 70% do diesel que consome, e os outros 30% s?o importados.
“As distribuidoras pediam que a f?rmula considerasse os custos de transfer?ncia do produto dos portos at? a regi?o de comercializa??o. Sob esse aspecto, o pedido foi atendido. O problema que surgiu ? que se estabeleceu na f?rmula um custo menor de log?stica e excluiu a margem de remunera??o das importadoras. Assim, voltou ? estaca zero. A f?rmula existe, mas n?o incentiva ningu?m a buscar o produto l? fora”, ressaltou Gadotti.