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Petrobras veta contratos com 23 investigadas na Operação Lava-Jato.

Publicada em 30 de Dezembro de 2014 às 02h03


?RIO - Em reuni?o de diretoria, a Petrobras decidiu proibir novos contratos com 23 empresas que est?o envolvidas na Opera??o Lava-Jato. Na lista, est?o algumas das maiores construtoras do pa?s, como Andrade Gutierrez, Camargo Corr?a, Odebrecht, Queiroz Galv?o, OAS, UTC, Mendes Junior, entre outras. Elas est?o proibidas de participar de licita?es futuras da companhia.

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Esta proibi??o n?o tem prazo de validade. O comunicado n?o trata dos contratos em vigor. Por?m, em entrevista recente, a presidente da Petrobras, Maria das Gra?as Foster, disse que as obras em andamento a cargos destas empresas n?o ser?o impactadas.



Em comunicado enviado ? Comiss?o de Valores Mobili?rios (CVM), ?rg?o que regula o mercado de capitais, ?s 22h desta segunda-feira, a estatal informou ainda que constituiu a "Comiss?es para An?lise de Aplica??o de San??o". Segundo uma fonte da Petrobras, dependendo do resultado das an?lises, cada empresa poder? ser punida de forma diferente, sendo proibida, por exemplo, de participar de licita?es durante um certo per?odo ou, em caso mais grave, ser banida da lista de fornecedores.

A estatal disse que o objetivo das medidas visa "resguardar a companhia e suas parceiras de danos de dif?cil repara??o financeira e de preju?zos ? sua imagem". A Petrobras informou ainda que vai notificar as empresas do bloqueio e "respeitar? o direito ao contradit?rio e ? ampla defesa".


Na semana passada, Gra?a Foster cobrou do governo uma posi??o em rela??o ?s empresas citadas no esquema. Preocupada com contratos futuros, ela disse que, sem uma solu??o para os novos contratos, a estatal teria que fazer licita?es internacionais.

No documento, a Petrobras explicou que o "bloqueio cautelar" inclui as empresas cujos grupos econ?micos formavam um cartel para dividir os contratos da estatal. E essa lista foi feita com base nas dela?es premiadas dos envolvidos no esquema de corrup??o.

Segundo a Petrobras, foram considerados os depoimentos do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef prestados em outubro na Justi?a Federal do Paran?. Foram analisados ainda os testemunhos de Julio Gerin de Almeida Camargo (do Grupo Toyo) e de Augusto Ribeiro de Mendon?a Neto (do Grupo Setal).

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Segundo a estatal, a constitui??o das comiss?es e o bloqueio cautelar levam em conta a s?tima fase da Lava-Jato, deflagrada em 14 de dezembro, quando foram presas 25 pessoas, entre elas o ex-diretor de Servi?os da Petrobras Renato Duque e executivos da OAS, Camargo Corr?a, UTC, Mendes J?nior, Galv?o Engenharia e Engevix.

Nesta segunda-feira, a Petrobras informou que os escrit?rios de investiga??o contratados por ela (o Trench, Rossi e Watanabe Advogados e Gibson; e o Dunn & Crutcher LLP) identificaram sinais de que o esquema tamb?m atingiu a Petros, o fundo de pens?o da estatal, e, por isso, a institui??o tamb?m ser? alvo da apura??o interna feita pela estatal.

Confira a lista das 23 empresas: Alusa, Andrade Gutierrez, Camargo Corr?a, Carioca Engenharia, Construcap, Egesa, Engevix, Fidens, Galv?o Eng., GDX, Iesa, Jaragu? Equiipamentos, Mendes J?nior, MPE, OAS, Odebrecht, Promon, Queiroz Galv?o, Setal, Skanska, Techint, Tom? Engenharia e UTC.



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Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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