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Planos de saúde coletivos tiveram reajustes de até 73% em um ano

Publicada em 22 de Julho de 2014 às 07h46


?Em um ano, os planos de sa?de coletivos tiveram aumentos de at? 73%, segundo levantamento do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) a partir de dados da ANS (Ag?ncia Nacional de Sa?de Suplementar). O instituto analisou reajustes de 535 operadoras de sa?de em planos com at? 30 usu?rios (que somam 88% dos contratos de planos coletivos) de maio de 2013 a abril de 2014. saiba mais Governo libera alta de at? 9,65% para plano de sa?de individual e familiar Os planos de sa?de com mais reclama?es em maio Lei d? mais garantias a usu?rios de planos de sa?de Insatisfeitos, m?dicos e pacientes criam alternativas Pesquisa aponta que 8 em cada 10 usu?rios t?m problemas com planos de sa?de Leia mais sobre Plano de Sa?de Em 91%, segundo o Idec, o aumento foi acima da infla??o no per?odo, medida em 6,28% pelo IPCA (?ndice de Pre?os ao Consumidor Amplo). Os dez maiores reajustes variaram entre 32% e 73% e atingiram 20.673 pessoas. O reajuste m?dio foi de 11%. Esses planos coletivos re?nem 3,3 milh?es de pessoas, 8% do total atendido por planos no pa?s. Formados por pequenos grupos, acabam tendo menor poder de barganha. A ANS n?o regula o percentual de aumento dos planos coletivos por meio de um valor teto porque considera que s?o empresas lidando entre si em igualdade de poderes (operadora e contratante). "No caso dos contratos de at? 30 usu?rios, isso n?o se sustenta. O poder de negocia??o ? ?nfimo frente ?s grandes operadoras", afirma Joana Cruz, advogada do Idec. Os planos coletivos com at? 30 usu?rios t?m restri?es, como prazos de car?ncia, que n?o precisam ser seguidas pelos coletivos empresariais. Essas caracter?sticas s?o parecidas com as de planos individuais, com a diferen?a que os ?ltimos t?m aumentos regulados pela ANS. No per?odo analisado pelo Idec, por exemplo, o teto foi de 9,04%. "Os planos falsos coletivos s?o arapucas", diz Mario Scheffer, professor da USP e que pesquisa o tema. Segundo ele, esse tipo tem crescido pela aus?ncia de regula??o e pouca oferta dos individuais. "Esses consumidores est?o ? merc? das operadoras, enfrentando aumentos abusivos e sem nenhuma garantia de que isso n?o v? continuar no futuro", afirma Joana Cruz. ANS Em nota, a ANS diz que a infla??o de servi?os de sa?de cresce em propor??o maior que a infla??o geral e, por isso, n?o seria correto associar o reajuste de planos de sa?de ao ?ndice de infla??o. "Enquanto o ?ndice de infla??o ? um ?ndice de pre?os, o de planos de sa?de ? um ?ndice de valor [varia??o da frequ?ncia de uso do servi?o e dos custos em sa?de e da incorpora??o de tecnologias]." Segundo a ag?ncia, em 2013 entrou em vigor uma resolu??o que permitiu o agrupamento desses pequenos contratos e uma mudan?a na forma de reajuste, o que teria protegido 144 mil consumidores. "Eles n?o tiveram aumento anual acima de 20%, como haviam tido antes." A ANS diz ainda que investigar? situa?es de diverg?ncia e valores de reajustes extremos e, se comprovados, poder? punir operadoras. O consumidor que se sentir lesado pode ligar para o Disque ANS (0800 701 9656).

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Tags: Planos de saúde cole - Planos de saúde

Fonte: Vooz  |  Publicado por: Da Redação
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