Piaui em Pauta

Polícia Civil suspeita do envolvimento de sindicatos no financiamento de manifestações

Publicada em 22 de Julho de 2014 às 07h23


Manifestantes tentam invadir a Câmara dos Vereadores durante protesto em outubro do ano passado: a Polícia Civil abriu um novo inquérito para investigar a ligação de Manifestantes tentam invadir a Câmara dos Vereadores durante protesto em outubro do ano passado: a Polícia Civil abriu um novo inquérito para investigar a ligação de Imagem: O GloboManifestantes tentam invadir a C?mara dos Vereadores durante protesto em outubro do ano passado: a Pol?cia Civil abriu um novo inqu?rito para investigar a liga??o de sindicatos com ?A investiga??o da Pol?cia Civil sobre a participa??o de manifestantes em atos de vandalismo revelou ind?cios do envolvimento de sindicatos no financiamento de protestos. As evid?ncias foram levantadas a partir do monitoramento, autorizado pela Justi?a, de telefonemas e e-mails, al?m de depoimentos ouvidos no inqu?rito da Delegacia de Repress?o a Crimes de Inform?tica (DRCI) que resultou na Opera??o Fire Wall. Como a investiga??o era voltada apenas para a apura??o de atos de viol?ncia, os ind?cios foram usados para abrir um novo inqu?rito, com o objetivo de chegar aos financiadores. Entre as entidades de classe citadas, figuram o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educa??o (Sepe), o Sindprev e o Sindpetro. Este ?ltimo, segundo a pol?cia, teria fornecido dinheiro, transporte, carros de som e alimenta??o para ativistas participarem de ocupa?es e manifesta?es violentas. Em contrapartida, integrantes do sindicato teriam cobrado o recolhimento de assinaturas contra o leil?o do Campo de Libra — maior reserva do pr?-sal do pa?s. saiba mais Pol?cia Civil deixa porta de consulado no Rio onde ativistas pedem asilo Leia mais sobre Ativistas De acordo com as investiga?es, Jair Seixas Rodrigues, o Baiano, atuaria como elo entre o Sindpetro e os manifestantes. Ligado ? Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist), Baiano teria recebido dinheiro do sindicato para mobilizar ativistas para invadir e ocupar pr?dios, al?m de dar transporte a grupos que realizaram um protesto violento contra o leil?o, em outubro passado, na Barra da Tijuca. COQUET?IS MOLOTOV CONTRA POLICIAIS Na ocasi?o, dezenas de adeptos da t?tica black bloc (de confronto) entraram em choque com homens da For?a Nacional de Seguran?a e do Ex?rcito no entorno da Pra?a do ?. Apesar do forte aparato de seguran?a, os manifestantes conseguiram por duas vezes furar o bloqueio, lan?ando coquet?is molotov nos homens da FNS. Antes dos confrontos, muitos dos ativistas violentos carregavam bandeiras do Sindpetro, que manteve um carro de som no local. H? ind?cios de que Baiano teria sido o respons?vel pela mobiliza??o. “Financiado pela Fist e pelo Sindpetro, Baiano teria pago a pessoas para praticar vandalismo durante o protesto contra o leil?o de Libra”, diz o inqu?rito. “O mesmo teria acontecido nos atos Ocupa Cabral e Ocupa C?mara. Al?m das refei?es, os financiadores teriam fornecido os materiais para confec??o de cartazes e as passagens dos ativistas”. Baiano n?o ? o ?nico apontado na investiga??o como suspeito de receber recursos de sindicatos. Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, aparece num telefonema pedindo a um integrante do Sepe cem quentinhas para um ato. Na escuta, contudo, n?o fica claro se ela conseguiu. O elo da ativista com o Sepe ? Filipe Proen?a de Carvalho Moraes, conhecido como Rat?o. Ele figura entre os 23 manifestantes que tiveram as pris?es preventivas decretadas na sexta-feira e permanece foragido (juntamente com mais 17). Filipe encabe?a um grupo formado por professores das redes estadual e municipal que dissemina a ado??o de a?es diretas, com depreda?es de patrim?nios p?blico e privados, enfrentamento de policiais, picha?es e resist?ncia em ocupa?es. Sininho tamb?m recorreu a outros sindicatos, como revelam conversas captadas em 9 de junho passado. A ativista fez contato com pessoas ligadas a entidades como o Sindpetro e o Sindiprev, para pedir quentinhas para ?ndios que participavam de uma assembleia organizada por ela referente ? Aldeia Maracan?. Nesse mesmo dia, Sininho disse que a assembleia seria na Uerj e que a reserva do audit?rio estava em nome de Camila Jourdan, professora de filosofia da universidade. Logo em seguida, Sininho manteve contato com a namorada de Rafael R?go Barros Caruso, que est? foragido, dizendo que as quentinhas seriam para ind?genas que participavam de um evento na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. DINHEIRO PARA COMIDA, BEBIDA E CIGARRO Em depoimento, uma ex-integrante do grupo de manifestantes disse na DRCI que Sininho “sempre tinha dinheiro e costumava pagar comida, bebida e at? cigarro para quem aceitava participar da linha de frente das manifesta?es”. A jovem, que passou a colaborar com a pol?cia, relatou que Sininho e seu ex-namorado Luiz Carlos Rendeiro J?nior, o Game Over, recolheram dinheiro para custear a alimenta??o de manifestantes que atuaram em v?rios atos, inclusive fora do estado. A ativista teria custeado a viagem de F?bio Raposo Barbosa, o Fox, e outra manifestante ainda n?o identificada pela pol?cia. A dupla viajou para S?o Paulo logo ap?s o fim do Ocupa Cabral para organizar o Ocupa Alesp, movimento ? frente da Assembleia Legislativa de S?o Paulo. Numa agenda apreendida durante a Opera??o Fire Wall na casa de Sininho, policiais encontraram uma esp?cie de contabilidade do grupo. Ao lado das cifras, aparecia a rubrica de Game Over com a destina??o do dinheiro. A descoberta refor?ou o depoimento da testemunha, que atribuiu a Sininho e Game Over a responsabilidade por recolher e distribuir os recursos. O inqu?rito da DRCI revela ainda que o advogado Marino D’Icarahy, pai do foragido Igor D’Icaray, impediu um dos presos detidos na Fire Wall de assinar um depoimento onde admitia que alguns manifestantes recebiam para participar de atos violentos. O advogado teria dito: “Ele n?o vai assinar p. nenhuma. Ele tem direito a falar s? em ju?zo”.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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