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Polícia Federal deflagra operação para desbaratar esquema de pirâmide da TelexFree

Publicada em 24 de Julho de 2014 às 15h32


Carlos Costa, diretor de marketing da Telexfree Carlos Costa, diretor de marketing da Telexfree Imagem: Reprodu??oClique para ampliarCarlos Costa, diretor de marketing da Telexfree A Justi?a Federal no Esp?rito Santo mandou suspender as atividades econ?micas da Ympactus Comercial, empresa detentora da TelexFree no Brasil, e proibiu os s?cios da empresa de deixar o pa?s. Nesta quinta-feira, eles foram alvo da Opera??o Orion, da Pol?cia Federal (PF), deflagrada para cumprir nove mandados de busca e apreens?o em locais vinculados ? empresa e seus s?cios na regi?o metropolitana de Vit?ria. Os donos da Ympactus tamb?m tiveram os bens sequestrados e as contas banc?rias bloqueadas. Ao todo, cinquenta policiais federais e dezoito auditores da Receita Federal participaram da opera??o que percorreu as resid?ncias de dois s?cios; sedes da Telexfree e de outra empresa investigada; e quatro escrit?rios de contabilidade. Um dos donos da TelexFree no Brasil, o empres?rio Carlos Roberto Costa (PRP) ? candidato a deputado federal no Esp?rito Santo. Costa ? um dos investigados pela PF por crimes financeiros e contra a economia popular. Assim como os demais propriet?rios da Ympactus, ele ter? de se apresentar mensalmente ? 1? Vara Federal Criminal de Vit?ria, onde o processo tramita. A medida cautelar ? uma alternativa ? pris?o. Segundo a PF, os respons?veis pela empresa devem responder por forma??o de "cadeias" ou "pir?mides financeiras", crime descrito na lei como "obten??o de ganhos il?citos em detrimento do povo, mediante especula?es ou processos fraudulentos", cuja pena pode chegar a dois anos de pris?o. Eles ainda poder?o ser processados por dois crimes contra o sistema financeiro: opera??o de institui??o financeira com autoriza??o falsa ou sem autoriza??o (cuja pena pode chegar a quatro anos de cadeia) e emiss?o de t?tulos ou valores mobili?rios falsos, sem registro pr?vio, sem lastro suficiente ou sem autoriza??o legal – a pena para tais pr?ticas varia de dois a oito anos de deten??o. O inqu?rito que apura a poss?vel ocorr?ncia de crimes praticados pela Telexfree e pelos seus s?cios foi instaurado por pedido do MPF/ES. "O material apreendido vai subsidiar as investiga?es sobre crime contra a ordem economia popular (pir?mide financeira/ Ponzi); oferta p?blica de valores mobili?rios sem registro junto ? Comiss?o de Valores Mobili?rios; evas?o de divisas; lavagem de dinheiro; e sonega??o fiscal", explica o Minist?rio P?blico em nota. Atualmente, a TelexFree ? alvo de uma a??o civil p?blica na 2? Vara C?vel de Rio Branco, no Acre. Tamb?m ? alvo de investiga??o nos Estados Unidos acerca de cometimento de fraude eletr?nica instrumentalizada por uma pir?mide financeira. A Justi?a americana, inclusive, determinou em abril o congelamento dos bens do grupo Telexfree. O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), ?rg?o equivalente ? Comiss?o de Valores Mobili?rios (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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