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Polícia Militar de SP bate recorde de mortes nos últimos dez anos

Publicada em 16 de Maio de 2014 às 11h10


O total de mortos por policiais do CPC é o mais alto dos últimos 11 anos.  O total de mortos por policiais do CPC é o mais alto dos últimos 11 anos.  Policiais militares que atuam no CPC (Comando de Policiamento da Capital), respons?vel pelo patrulhamento da cidade de S?o Paulo, mataram 36 pessoas em supostos confrontos durante o ?ltimo m?s de mar?o, apontam n?meros publicados pela corpora??o no Di?rio Oficial do Estado. No mesmo m?s do ano passado, foram oito mortes. Imagem: Divulga??oClique para ampliarO total de mortos por policiais do CPC ? o mais alto dos ?ltimos 11 anos.? O total de mortos por policiais do CPC ? o mais alto dos ?ltimos 11 anos. O n?mero supera as 32 mortes de maio de 2006, quando ataques promovidos pela fac??o criminosa PCC paralisaram a cidade, e as 30 ocorr?ncias de novembro de 2012, quando o ent?o secret?rio Antonio Ferreira Pinto foi exonerado. A ?ltima vez que policiais da unidade mataram mais que em mar?o passado foi em 2003: em abril daquele ano, houve 37 mortes. Na ?poca, o Proar (Programa de Acompanhamento a Policiais Militares Envolvidos em Ocorr?ncias de Alto Risco), programa que afastava das ruas, por um ano, policiais envolvidos em ocorr?ncias do tipo, havia acabado de ser extinto. Questionada, a corpora??o afirma que o aumento de crimes contra o patrim?nio tende a provocar um n?mero maior de confrontos, j? que, segundo a corpora??o, quase a totalidade das trocas de tiros ocorrem ap?s um crime do tipo. Em mar?o, o total de roubos aumentou 45% em rela??o ao ano anterior (14.089 casos em 2014, ante 9.732, em 2013). No texto, a PM cita projetos em curso para evitar confrontos. “Nas ocorr?ncias de mortes decorrentes de interven??o policial, a op??o pelo confronto nunca ? da pol?cia, mas sim do infrator”, diz a PM. Leia aqui a ?ntegra da resposta da Pol?cia Militar. O alto n?mero registrado em mar?o ajuda a explicar o avan?o no total de mortos pela PM na capital no primeiro trimestre deste ano. Segundo n?meros divulgados no ?ltimo dia 25 pela Secretaria de Estado da Seguran?a P?blica, as ocorr?ncias praticamente triplicaram no per?odo, saltando de 29, no primeiro trimestre de 2013, para 85, no mesmo per?odo deste ano. Rota Os n?meros do CPC incluem as ocorr?ncias envolvendo as For?as T?ticas, tropas de elite dos batalh?es da cidade, e as Companhias, respons?veis pelo policiamento mais rotineiro. As estat?sticas, por?m, n?o incluem os casos que envolvem policiais da Rota — a unidade pertence ? Tropa de Choque e pode atuar em diversas cidades. No per?odo, os policiais da Tropa de Choque mataram quatro pessoas em supostos confrontos, n?mero inferior ?s cinco mortes registradas em novembro passado. No Estado inteiro, a PM matou 63 pessoas em mar?o — em novembro de 2012, foram 79 mortes. Ouvidor pede treinamento Empossado no in?cio do ano, o ouvidor da Pol?cia, Julio Cesar Fernandes Neves, afirma que a PM precisa intensificar o treinamento de policiais para evitar confrontos. — Esse aumento ? surpreendente e lament?vel. O governo precisa intensificar o treinamento da tropa em tiro defensivo. Precisa haver uma reciclagem dos policiais em rela??o ao m?todo Giraldi [m?todo desenvolvido pela PM para evitar, ao m?ximo, o confronto]. Para Neves, ? necess?rio que o procedimento da PM procure evitar o confronto. — O m?todo de abordagem precisa ser repensado. A abordagem n?o pode estimular o confronto. Carolina Ricardo, analista do Instituto Sou da Paz, tamb?m enfatiza a import?ncia do uso de procedimentos. — A quest?o da letalidade ? complexa. Mas n?o podemos nos acostumar com o uso frequente da for?a em seu padr?o mais elevado, que ? for?a letal, por parte da pol?cia. A PM tem uma s?rie de procedimentos s?rios para evitar o uso da for?a letal. E isso tem de ser muito bem aplicado. Para Carolina, al?m de enfatizar o m?todo Giraldi, a PM deve intensificar o Ecoar (Estudos de Casos de Ocorr?ncia de Alto Risco), grupo que analisa casos de mortes por interven??o policial. — Esses estudos, feitos justamente com casos ocorridos na capital, podem levar a mudan?as de procedimentos que evitem confrontos.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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