Publicada em 23 de Junho de 2014 às 14h00
Imagem: Um ano depois de conquistar a Copa das Confedera?es convencendo, o Brasil patina para mostrar bom futebol na Copa do Mundo. Nesta segunda, encara Camar?es em Bras?lia, ?s 17h, precisando vencer para n?o correr riscos desnecess?rios j? na primeira fase do torneio. Sob press?o, o time indica que n?o vai titubear se tiver de escolher entre dar espet?culo ou vencer a qualquer custo.
"A gente pensa em entrar em campo para vencer. Se vai dar espet?culo ou n?o ? outra coisa. Tem de fazer o que o professor pede. O resto ? consequ?ncia. Se vier goleada e o time jogar bem, ?timo", disse Thiago Silva no ?ltimo domingo. saiba mais Portugal empata no fim com EUA, mas fica perto de elimina??o Fifa gastou US$ 27 mi em filme que retrata Blatter como her?i Equador vence Honduras de virada e se reabilita Juiz concede liminar que obriga parada t?cnica, e Fifa aceita decis?o Prefeitura decreta feriado no Rio na pr?xima quarta-feira, dia de Equador e Fran?a no Maracan? Leia mais sobre Copa 2014
"A gente n?o pode ir muito como vai o torcedor, porque o torcedor quer que a sele??o fa?a cinco, dez gols. ? o ?mpeto e a emo??o que ele quer transmitir. Ent?o, quando a gente n?o consegue, a leitura deles pode ser diferente da nossa. A gente que vive dessa profiss?o e analisa o objetivo e n?o a emo??o", disse Daniel Alves no ?ltimo s?bado.
A quest?o abordada pela dupla ? um velho dilema da sele??o, forte especialmente ap?s os fracassos em 1982 e 1986. Depois de duas derrotas marcantes de representantes do "futebol-arte", a sanha por resultados tomou conta e o Brasil venceu a Copa de 1994 depois de ter feito ?gua quatro anos antes.
Carlos Alberto Parreira, coordenador-t?cnico da atual sele??o, era o comandante de uma gera??o que se notabilizou pelo discurso da vit?ria a qualquer custo. "? a melhor, mas n?o ganhou", j? disse algumas vezes o ex-volante Dunga, s?mbolo e capit?o do time do tetra, sobre os antecessores com quem sempre foi comparado.
O Brasil do ano passado parecia ter encontrado um meio termo. As vit?rias em casa contra It?lia, Uruguai e Espanha na Copa das Confedera?es deram ao p?blico a impress?o de que Neymar e companhia podiam aliar competitividade a um futebol de qualidade. Por enquanto, a Copa tem dito o contr?rio, assim como Felip?o.
"O resultado fica para a hist?ria, o jogo bonito passa", disse o treinador, antes mesmo da Copa come?ar.
A torcida parece discordar. "O mais importante ? vencer, mas por ser no Brasil, com todos esses jogadores bem na Europa, dava para jogar bonito tamb?m", disse Eldar Andrade. "O time ganhou a Copa das Confedera?es jogando bem. Agora est? mal por causa de Paulinho, Daniel Alves e Fred", disse Paulo C?sar.
Os dois fizeram parte da pequena multid?o que foi at? a porta do hotel da sele??o em Bras?lia para tentar um aut?grafo ou uma foto com os jogadores. No caso deles, recorda?es para os filhos, j? que ambos n?o sentem muita firmeza no time de Scolari, assim como a maior parte dos adultos que se abalaram at? o local.
Pesa na avalia??o do p?blico a qualidade do espet?culo apresentado na Copa do Mundo at? agora. Com goleadas e jogos de alto n?vel, a compara??o com a vit?ria suspeita contra a Cro?cia e o empate insosso diante do M?xico ficou dif?cil. "Voc? viu Alemanha e Gana ontem [s?bado]? O Brasil n?o ganhava de nenhum dos dois, baita jog?o", disse Jairo Andrade, outro pai arrastado por crian?as at? a porta da concentra??o do Brasil.
A m?dia de gols da Copa do Mundo ? de 2,9 gols por partida e at? os brasileiros admitem que a t?nica do torneio ? o jogo ofensivo. "Essa ? a Copa das Copas para quem gosta de gol, ? admirador do futebol. Essa ? a Copa. Isso para um zagueiro n?o ? nada legal", disse Thiago Silva, um dia antes do empate sem gols contra o M?xico.
Nesta segunda, ? dif?cil imaginar um Brasil preocupado em agradar. Se fizer isso e perder, dependendo do resultado do jogo entre M?xico e Cro?cia, o time pode passar o vexame hist?rico de ser eliminado na primeira fase de uma Copa do Mundo em casa. Com tudo isso, recomenda-se que o torcedor que vai ao Man? Garrincha n?o crie tantas expectativas.