O n?vel de atividade da economia brasileira registrou a maior retra??o mensal deste ano em maio, segundo informa?es divulgadas nesta quinta-feira (17) pelo Banco Central.
O ?ndice de Atividade Econ?mica do BC, o IBC-Br – um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruno (PIB) – registrou retra??o de 0,18% em maio. Neste caso, a compara??o foi feita pelo indicador dessazonalizado, ou seja, sem influ?ncia das varia?es por ?poca do ano.
? a primeira queda do indicador desde fevereiro (-0,09%) e a maior retra??o desde dezembro do ano passado, quando houve um "encolhimento" de 1,37%, de acordo com n?meros divulgados pelo BC.
Na parcial dos cinco primeiros meses de 2014, segundo o BC, foi registrada uma alta de 0,58%. Neste caso, a compara??o foi feita sem ajuste sazonal, considerada mais apropriada por economistas. J? no acumulado de doze meses at? maio, a pr?via do PIB registrou alta 1,95%.
O PIB ? a soma de todos os bens e servi?os produzidos em territ?rio brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz. No primeiro trimestre, houve uma expans?o de 0,2%, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica (IBGE).
O mercado financeiro prev? um crescimento de 1,05% para todo este ano, segundo pesquisa realizada pelo BC na semana passada – valor que est? abaixo do estimado pelo governo federal no or?amento deste ano (+2,5%) e tamb?m pelo Banco Central (+1,6%).
Resultados do IBC-Br x PIB
O IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O ?ndice do BC incorpora estimativas para a agropecu?ria, a ind?stria e o setor de servi?os, al?m dos impostos. Os ?ltimos resultados do IBC-Br, por?m, n?o t?m mostrado proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.
Em 2012, por exemplo, o IBC-Br mostrou um crescimento de 1,6%. Posteriormente, o resultado oficial do PIB mostrou uma alta menor, de 1%. O mesmo aconteceu no primeiro, no segundo e no terceiro trimestres de 2013. Entre julho e setembro do ano passado, o indicador teve retra??o de 0,21%, mas o PIB caiu mais (0,5%), e tamb?m no primeiro trimestre deste ano, quando o IBC-Br avan?ou 0,29% e o PIB avan?ou 0,2%.
O Banco Central j? avaliou, em 2013, que o IBC-Br n?o seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador ?til" para o BC e para o setor privado. "Se o IBC-Br acertasse na mosca ? que seria surpreendente", afirmou o diretor de Pol?tica Econ?mica da entidade, Carlos Hamilton, no fim de 2012.
IBC-Br
Antes divulgado por estados e por regi?es, desde o in?cio do ano passado o indicador passou a ser calculado com abrang?ncia nacional.
"A estimativa do IBC-Br incorpora a produ??o estimada para os tr?s setores da economia acrescida dos impostos sobre produtos, que s?o estimados a partir da evolu??o da oferta total (produ??o mais importa?es)", explicou o Banco Central.
Defini??o dos juros
O IBC-Br ? uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa b?sica de juros (Selic) do pa?s. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos press?o inflacion?ria. Nesta quarta-feira (16), os juros b?sicos foram mantidos em 11% ao ano e a perspectiva do mercado financeiro ? de que permane?am neste patamar at? o fechamento deste ano.
Pelo sistema de metas de infla??o que vigora no Brasil, o BC precisa calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Para 2014 e 2015, a meta central de infla??o ? de 4,5%, com um intervalo de toler?ncia de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desse modo, o ?ndice Nacional de Pre?os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a infla??o oficial do pa?s e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.