O n?vel de atividade da economia brasileira registrou retra??o no segundo trimestre deste ano, segundo informa?es divulgadas nesta sexta-feira (15) pelo Banco Central.
O ?ndice de Atividade Econ?mica do BC, o IBC-Br – um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruno (PIB) – registrou contra??o de 1,2% entre abril e junho deste ano, na compara??o com o primeiro trimestre de 2014. Neste caso, a compara??o foi feita pelo indicador dessazonalizado, ou seja, sem influ?ncia das varia?es por ?poca do ano.
Na parcial dos seis primeiros meses de 2014, segundo o BC, foi registrada uma alta de apenas 0,13%. Neste caso, compara??o foi feita sem ajuste sazonal. J? no acumulado de 12 meses at? junho, a pr?via do PIB registrou alta 1,41%.
O resultado oficial do PIB do segundo trimestre ser? conhecido somente no dia 29 de agosto, quando ser? divulgado pelo IBGE. O PIB corresponde ? soma de todos os bens e servi?os produzidos pelo pa?s.
M?s de junho
Somente em junho, m?s marcado pela Copa do Mundo no Brasil, o n?vel de atividade econ?mica, segundo o indicador do Banco Central, registrou retra??o de 1,48%. Foi a maior queda mensal desde maio de 2013 (-1,68%), informou a autoridade monet?ria.
Os indicadores apontam que a Copa do Mundo contribuiu para o fraco n?vel de atividade de junho, "contaminando" tamb?m o resultado do segundo trimestre deste ano.
Em junho, a produ??o industrial recuou 1,4% - o maior recuo deste ano - ao mesmo tempo em que as vendas do com?rcio varejista registraram queda de 0,7%, sendo que nove das dez atividades que integram a Pesquisa Mensal de Com?rcio (PMC) tiveram queda. Os n?meros s?o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica (IBGE).
Os n?meros da autoridade monet?ria mostram que a pr?via do PIB registrou retra??o em todos os meses do segundo trimestre deste ano, na compara??o com o m?s anterior. Em abril, ficou perto da estabilidade, mas recuou 0,01%. Em maio, caiu 0,8%.
Al?m da Copa do Mundo, que diminuiu o n?mero de dias ?teis, o n?vel de atividade econ?mica tem se ressentido, neste ano, da eleva??o da taxa b?sica de juros da economia brasileira, que subiu de 7,25% ao ano em abril de 2013 para 11% ao ano em maio deste ano, al?m do crescimento da infla??o, do alto n?vel de endividamento das fam?lias e da baixa confian?a dos consumidores e empres?rios.
Resultados do IBC-Br x PIB
O IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O ?ndice do BC incorpora estimativas para a agropecu?ria, a ind?stria e o setor de servi?os, al?m dos impostos. Os ?ltimos resultados do IBC-Br, por?m, n?o t?m mostrado proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.
Em 2012, por exemplo, o IBC-Br mostrou um crescimento de 1,6%. Posteriormente, o resultado oficial do PIB mostrou uma alta menor, de 1%. O mesmo aconteceu em divulga?es trimestrais do PIB, quando o indicador n?o correspondeu aos resultados oficiais do PIB - divulgados pelo IBGE.
O Banco Central j? avaliou, em 2013, que o IBC-Br n?o seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador ?til" para o BC e para o setor privado. "Se o IBC-Br acertasse na mosca ? que seria surpreendente", afirmou o diretor de Pol?tica Econ?mica da entidade, Carlos Hamilton, no fim de 2012.
IBC-Br
Antes divulgado por estados e por regi?es, desde o in?cio do ano passado o indicador passou a ser calculado com abrang?ncia nacional.?"A estimativa do IBC-Br incorpora a produ??o estimada para os tr?s setores da economia acrescida dos impostos sobre produtos, que s?o estimados a partir da evolu??o da oferta total (produ??o mais importa?es)", explicou o Banco Central.
Defini??o dos juros
O IBC-Br ? uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa b?sica de juros (Selic) do pa?s. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos press?o inflacion?ria. Atualmente, entretanto, os juros b?sicos est?o em 11% ao ano e a expectativa do mercado ? de que assim permane?am at? o fim deste ano.
Pelo sistema de metas de infla??o que vigora no Brasil, o BC precisa calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Para 2014 e 2015, a meta central de infla??o ? de 4,5%, com um intervalo de toler?ncia de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desse modo, o ?ndice Nacional de Pre?os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a infla??o oficial do pa?s e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.