Publicada em 02 de Julho de 2014 às 07h47
?A coordena??o da campanha da presidente Dilma Rousseff excluiu do programa de governo da sua candidatura ? reelei??o bandeiras tradicionais do PT, como a democratiza??o da m?dia e a ado??o do financiamento p?blico de campanhas pol?ticas.
Por outro lado, o texto promete a ado??o de medidas de "aprofundamento da democracia", que ir?o se somar ? pol?mica decis?o do Planalto de vincular decis?es de ?rg?os do governo federal ? opini?o de conselhos populares. saiba mais Durante campanha eleitoral, deputados v?o trabalhar apenas quatro dias A?cio confirma Aloysio Nunes como o vice em sua chapa ? Presid?ncia DEM e outros tr?s partidos fazem conven??o no ?ltimo dia do prazo PSB lan?a candidatura de Campos em meio a dificuldades com Marina Campos e Marina apostam em rap para promover chapa Leia mais sobre Elei?es 2014
A primeira vers?o do programa de Dilma, ? qual a Folha teve acesso, ainda ser? analisada pela presidente e pode passar por modifica?es antes de ser entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) at? o fim da semana, quando ela registrar sua candidatura.
Imagem:?Folhapress
O documento em que o PT apresentou suas diretrizes para o programa de Dilma, aprovado em maio pela c?pula do partido, inclu?a o "compromisso" de discutir a democratiza??o dos meios de comunica??o em um eventual segundo mandato. Na vers?o do programa conclu?da na segunda-feira (30), o compromisso foi eliminado.
No texto aprovado h? dois meses, os petistas sugeriam que, num segundo mandato, o governo discutisse a?es para impedir "pr?ticas monopolistas" da m?dia, "sem que isso implique qualquer forma de censura, limita??o ou controle de conte?do". O trecho tamb?m foi cortado.
Segundo relato de participantes da reuni?o de segunda, apesar de defendido pelos petistas, o tema n?o ? consenso entre os demais partidos que comp?em a coliga??o e, por isso, n?o foi incorporado.
Ministros de Dilma como o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, defenderam a retirada do trecho. O tema divide opini?es na campanha. O presidente do PT, Rui Falc?o, e o ex-ministro Franklin Martins defendem o ataque aos monop?lios da m?dia.
Os auxiliares da presidente tamb?m retiraram do documento pontos da reforma pol?tica que t?m respaldo do PT, como o financiamento p?blico de campanhas e a convoca??o de uma Assembleia Constituinte exclusiva para aprovar a reforma pol?tica.
"A proposta que a presidente Dilma e o PT submetem ? sociedade ? que seja convocado um plebiscito. A popula??o teria a oportunidade, ent?o, de se manifestar sobre os pontos considerados fundamentais para transformar e recuperar a credibilidade do sistema pol?tico brasileiro", afirma o documento.
A campanha eliminou trecho que tratava de voto em listas partid?rias, aumento da participa??o feminina na pol?tica e o fim de coliga?es para as elei?es proporcionais.
O plebiscito foi proposto por Dilma em resposta ?s manifesta?es de junho do ano passado. Ela chegou a propor a cria??o de uma Assembleia Constituinte para a reforma pol?tica, mas depois recuou.
O programa de governo tamb?m n?o faz men??o ? revis?o da Lei de Anistia, citada no documento de maio.
Em uma sinaliza??o na m?o inversa, a vers?o acordada pela equipe de campanha defende que a participa??o popular na avalia??o de decis?es de governo deve ser transformada em uma "cultura de gest?o", a ser mantida pelos governos futuros, no esp?rito do pol?mico decreto sobre conselhos populares baixado por Dilma em junho.