?CONTAGEM - Depois de se manter tranquilo durante a maior parte do julgamento pelo sequestro e morte da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, Eliza Samudio, o promotor Henry Wagner Vasconcelos, encarregado da acusa??o, foi incisivo em sua apresenta??o oral do caso no f?rum de Contagem, na Regi?o Metropolitana de Belo Horizonte. Ao se dirigir aos integrantes do conselho de senten?a no fim da manh? e in?cio da tarde desta sexta-feira, 23, Vasconcelos classificou os acusados como "horda de bandidos" e chamou de "fac?nora" o jogador, acusado de ter tramado o assassinato da ex-amante. O promotor afirmou ainda que r?us e testemunhas mentiram na maior parte do tempo.
Os trabalhos no quinto dia de julgamento tiveram in?cio com cerca de duas horas de atraso, porque a ju?za Marixa Fabiane Lopes determinou que o ?udio fosse transmitido para fora do plen?rio, o que demandou uma s?rie de adapta?es t?cnicas no f?rum. A magistrada adotou a medida porque decidiu proibir a movimenta??o para dentro e fora do plen?rio do Tribunal do J?ri enquanto estiver ocorrendo o debate entre acusa??o e defesa.
Esses debates v?o ter nove horas de dura??o, sendo duas horas e meia para cada uma das partes, com mais uma hora de r?plica e tr?plica para acusa??o e defesa. Ap?s os debates, os jurados se re?nem para votar os quesitos apresentados na den?ncia e, em caso de condena??o, a ju?za definir? a senten?a de cada acusado.
Ap?s o desmembramento do processo em rela??o a Bruno, ao ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e ? ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo, permanecem sendo julgados o ex-bra?o direito do jogador, Luiz Henrique Ferreira Rom?o, o Macarr?o, e outra namorada do atleta, Fernanda Gomes de Castro. A expectativa ? de que eles saibam do veredicto no fim da noite desta sexta-feira ou in?cio da madrugada desse s?bado.
Henry Vasconcelos pediu a condena??o de ambos, salientando que, para o Minist?rio P?blico, Eliza era v?tima de sequestro e c?rcere privado ao ser transportada do Rio de Janeiro para Minas Gerais pelos acusados. Macarr?o e Fernanda tentaram negar o sequestro em seus depoimentos e, apesar de admitirem que a v?tima foi assassinada - seu corpo nunca foi encontrado -, negaram qualquer participa??o direta na execu??o.
"Apesar de termos um homic?dio sem corpo, temos um homic?dio repleto de provas", disse o promotor, exibindo volumes do processo para os jurados. E ressaltou que "o Macarr?o tamb?m deve ser condenado, porque sabia" que Eliza seria executada. Em seu depoimento, o ent?o bra?o direito de Bruno afirmou que estava "pressentindo" que a v?tima seria assassinado quando a levou, a mando do goleiro, para a regi?o da Pampulha, em Belo Horizonte, para ser entregue a um homem que ele alegou n?o saber identificar. A defesa deve come?ar a fazer sua apresenta??o ainda no in?cio da tarde.