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PSB lança candidatura de Campos em meio a dificuldades com Marina

Publicada em 30 de Junho de 2014 às 07h29


Aliança entre Mariana e Campos une estilos difierentes de fazer política  Aliança entre Mariana e Campos une estilos difierentes de fazer política  Imagem: AFP Clique para ampliarAlian?a entre Mariana e Campos une estilos difierentes de fazer pol?tica? ?O PSB lan?a neste s?bado em sua conven??o nacional a candidatura do ex-governador pernambucano Eduardo Campos ? Presid?ncia com o desafio de atrair os votos que sua vice, Marina Silva, recebeu na disputa de 2010 e mostrar-se ao eleitor como uma alternativa ? polariza??o PT-PSDB na pol?tica nacional. Por ora, a surpreendente parceria entre Campos e Marina ainda n?o teve impactos relevantes nas pesquisas de opini?o. No ?ltimo levantamento do Ibope, feito no ?ltimo dia 22 de junho, Campos aparece em terceiro lugar na disputa, com 11% das inten?es de voto. O tucano A?cio Neves ? o segundo colocado, com 20%, enquanto a presidente Dilma Rousseff lidera a corrida presidencial, com 40%. saiba mais Campos e Marina apostam em rap para promover chapa Conven??o do PTB confirma apoio a A?cio Neves nas elei?es Roseana decide deixar a vida p?blica e avisa que n?o disputar? mais elei?es Lula diz que PT n?o pode fazer campanha sem discutir corrup??o Planalto fez ca?a ?s bruxas a prefeitos que aderiram ao movimento Aez?o Leia mais sobre Elei?es 2014 Na ?ltima elei??o, em 2010, Marina, ent?o no PV, obteve 19% dos votos e at? venceu em algumas capitais, entre as quais Belo Horizonte e Bras?lia. Ap?s a Justi?a eleitoral recusar em outubro a cria??o de seu partido, a Rede Sustentabilidade, Marina acabou aderindo – e levando seus aliados mais pr?ximos – ao PSB. No entanto, o estilo diferente de fazer pol?tica traz dificuldades na hora de convencer o eleitor, apontam analistas. Baixa rejei??o Campos, de 48 anos, ? o mais jovem entre os tr?s principais candidatos na disputa (Dilma tem 66 anos, e A?cio, 54). Para Silvana Krause, professora de ci?ncia pol?tica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sua relativa juventude ? uma "faca de dois gumes". "Por ser mais jovem, ele ? mais desconhecido nacionalmente e, consequentemente, tem uma rejei??o menor entre os eleitores. Por outro lado, ele tamb?m precisa se esfor?ar mais para se tornar conhecido e construir uma imagem positiva", diz ela ? BBC Brasil. Rafael Cortez, cientista pol?tico da consultoria Tend?ncias, diz que "h? sinais de que h? um cansa?o, um esgotamento" entre os eleitores com a polariza??o entre PT e PSDB na pol?tica nacional, fator que, segundo ele, ? comprovado pelo alto percentual de eleitores que t?m manifestado a inten??o de votar branco ou nulo nas elei?es. "Esse cansa?o abre espa?o para um projeto alternativo, dada a crise de representa??o que recai contra PT e PSDB", diz Cortez. Pesa a favor de Campos, segundo o analista, a boa avalia??o com que deixou o governo de Pernambuco. Segundo uma pesquisa do Ibope, em julho de 2013, ele tinha 58% de aprova??o entre os pernambucanos, o segundo maior ?ndice nacional, atr?s apenas do ent?o governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD). Desconfian?a Apesar de seus trunfos, analistas avaliam que at? agora a parceria de Campos com Marina n?o decolou. Segundo eles, isso ocorre porque os apoiadores de Marina encaram com desconfian?a o fato de que, menos de um ano atr?s, o PSB de Campos integrava a coaliz?o do governo federal. "A rela??o d?bia do PSB com o governo cria dificuldades para que os eleitores de Marina, sejam eles evang?licos ou eleitores ligados a quest?es ambientais, se conven?am de que o partido de fato apresenta uma alternativa", diz Krause, da UFRGS. Segundo a professora, enquanto Marina construiu um discurso "cr?vel" de oposi??o ao PT e ao governo federal ao deixar o Minist?rio do Meio Ambiente, em 2008, e lan?ar-se ? Presi?ncia, em 2010, "as dist?ncias entre o PSB e o projeto do PT ainda n?o s?o claras". Al?m disso, a professora diz que Campos n?o parece abra?ar as causas que deram notoriedade a Marina: a defesa de um modelo de desenvolvimento sustent?vel e de uma nova forma de fazer pol?tica. Afinal, afirma ela, Campos vem de um "cl? pol?tico": ? neto de Miguel Arraes (1916-2005), um dos mais influentes pol?ticos da hist?ria de Pernambuco. Alian?as Outro problema que Campos e Marina t?m enfrentado ? se entender sobre as alian?as da chapa para a elei??o. Em S?o Paulo, por exemplo, enquanto Campos defende que o PSB apoie a candidatura do governador tucano Geraldo Alckmin (PSDB), Marina quer que o partido lance candidatura pr?pria. Rafael Cortez explica que as alian?as nos Estados s?o importantes para "nacionalizar" as candidaturas, ao fazer com que as mensagens dos candidatos cheguem aos eleitores de todo o pa?s. Esse processo, diz o cientista pol?tico, implica construir palanques e comit?s estaduais para os candidatos ? Presid?ncia. "A Marina, com um discurso ancorado na nova pol?tica, tem defendido diminuir o n?mero de parceiros para deixar mais clara a mensagem ao eleitor. J? o Campos e o PSB funcionavam de acordo com o sistema eleitoral brasileiro tradicional", diz ele. "A alian?a do Campos para governador tinha uma mir?ade de partidos de diferentes espectros". Para crescer nas pesquisas, Campos tamb?m enfrenta como obst?culo a grande for?a do PT em sua regi?o de origem, o Nordeste, a segunda mais populosa do pa?s. Pesquisas sugerem que, embora o ex-governador tenha bom desempenho em Pernambuco, sua influ?ncia em Estados vizinhos ainda ? t?mida.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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