?O PSD do ex-prefeito de S?o Paulo Gilberto Kassab deve declarar apoio ? reelei??o de Dilma Rousseff, mas estar? em palanques diferentes dos da presidente na maioria dos Estados em 2014.
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Levantamento da Folha nos 27 diret?rios regionais do partido confirma a previs?o de Kassab de que a ades?o ? candidatura de Dilma ? praticamente certa no partido.
Mesmo tendo diverg?ncias hist?ricas em rela??o ao PT -dez l?deres regionais s?o oriundos do DEM e um, do PSDB-, a maioria (14) se diz a favor do engajamento na campanha da petista.
Essa ades?o, na pr?tica, significaria mais tempo de propaganda eleitoral para Dilma, j? que a sigla presidida pelo ex-prefeito paulistano ? dona atualmente de 1min39s do tempo de TV.
Essa fatia ? maior que a do PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e semelhante ? do PSDB do senador A?cio Neves (MG).
Ap?s negociar a entrada formal do PSD no governo, Kassab anunciou neste m?s que a legenda manter? independ?ncia em rela??o ao Planalto, com tend?ncia de apoio ? reelei??o de Dilma.
O ex-prefeito ficou com as m?os livres para eventualmente fazer outras composi?es, num momento em que Eduardo Campos tem sido apresentado como alternativa do PSB ? Presid?ncia.
O levantamento nos diret?rios do partido, no entanto, mostra que, para sair do lado de Dilma, Kassab precisaria reverter a posi??o dominante do PSD nos Estados.
COLIGA??O REGIONAL
Em entrevista ao jornal "Valor Econ?mico" nesta semana, o ex-presidente Lula defendeu a prioridade ? reelei??o de Dilma, mesmo que o PT tenha que abrir m?o de candidaturas em Estados.
O petista defendeu a import?ncia de se aliar a Kassab para o governo de S?o Paulo.
A disposi??o de apoio nacional do PSD ? reelei??o de Dilma n?o significa, por?m, uni?o aos petistas nas disputas pelos governos estaduais. S? 6 dos 27 diret?rios d?o como certa a coliga??o regional.
"Em meu Estado, e j? disse isso ao Kassab, ? imposs?vel me aliar ao PT, sob pena de encerrar minha carreira pol?tica", diz S?rgio Petec?o, l?der do PSD no Acre e um dos dois senadores do partido. "A rela??o ? a pior poss?vel."
A aus?ncia da chamada verticaliza??o, quando as alian?as regionais precisam seguir os acordos nacionais, tamb?m ? comemorada pelo PSD de Estados como Santa Catarina, Tocantins, Rond?nia, Paran? e Par?.
"Temos discutido a liberdade da decis?o nos Estados. Impor posicionamento ?nico pode at? prejudicar o crescimento do partido", diz o l?der da sigla no Par?, S?rgio Le?o, simp?tico ? reelei??o de Dilma, mas secret?rio do governo tucano de Sim?o Jatene.
Vice do governador Jaques Wagner (PT), Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, puxa a fila dos dilmistas.
No Rio, o presidente do PSD ? Indio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa de Jos? Serra (PSDB) em 2010. Hoje no secretariado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), ele reconhece existir uma "tend?ncia pr?-Dilma" no PSD-RJ, ainda que se declare "neutro".
"Se o Serra voltasse a disputar, certamente teria o meu apoio. Mas, sem ele, tem o processo democr?tico. Sou da Executiva Nacional e vou trabalhar partidariamente", diz.
Um outro grupo da sigla conta com 12 l?deres estaduais que preferem esperar Kassab bater o martelo sobre 2014. E h? ainda o presidente do PSD-PE, Andr? de Paula, que, isolado, torce abertamente "pela candidatura de Eduardo Campos em 2014".
Para o cientista pol?tico David Fleischer, da Universidade de Bras?lia, por reunir "v?rios tipos de pol?ticos", o PSD dever? manter todas as portas abertas at? quando puder.