?A alian?a da ex-senadora Marina Silva com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), acirrou a disputa entre petistas e tucanos por aliados para a elei??o presidencial do pr?ximo ano.
Por recomenda??o do ex-presidente Luiz In?cio Lula da Silva, principal estrategista da campanha da presidente Dilma Rousseff ? reelei??o, o Pal?cio do Planalto vai intensificar negocia?es para manter o PDT a seu lado e tirar o PP e o rec?m-criado Solidariedade da ?rbita tucana.
Dilma planeja usar a reforma ministerial prevista para o fim deste ano para amarrar as alian?as tanto no plano federal como nos Estados.
Do lado do PSDB, o senador A?cio Neves (MG) vai buscar o apoio do PPS, que tentou sem sucesso atrair o ex-governador tucano Jos? Serra e Marina para lan??-los como candidatos ? Presid?ncia.
Sem candidato a presidente, a avalia??o ? que a alian?a natural do PPS ? com o PSDB, j? que a legenda tem v?rios parlamentares que se elegeram em coliga?es com os tucanos em seus Estados.
"Se analisar o cen?rio de hoje, s? tem ele [A?cio] e o Eduardo Campos", diz o presidente do partido, o deputado federal Roberto Freire (SP).
Em conversas reservadas, A?cio disse confiar que, apesar da estrat?gia do Pal?cio do Planalto de atrair o apoio de deputados do Solidariedade, a c?pula da nova sigla est? fechada com seu projeto.
Seu criador, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da For?a Sindical, controla o partido, chamou Dilma de "inimiga" na semana passada e j? garantiu seu apoio a A?cio. Ele deve contribuir com cerca de 40 segundos em cada bloco de 25 minutos de propaganda eleitoral na televis?o em 2014.
O PP ser? disputado pelo governo Dilma e pelo PSDB. Os articuladores pol?ticos do governo t?m conversado com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente da sigla, para garantir seu apoio a Dilma.
Na ?ltima elei??o, o partido, liderado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que ? tio de A?cio Neves, adotou posi??o neutra. Atualmente, a legenda controla o Minist?rio das Cidades.
No caso do PDT, a equipe de Dilma acredita que o apoio do partido est? garantido, principalmente depois que a presidente bancou o ministro Manoel Dias (Trabalho) mesmo num momento de fragilidade por causa de acusa?es de irregularidades na pasta ocupada pela legenda.
Ontem, um dia depois do an?ncio da alian?a de Eduardo Campos com Marina Silva, o Pal?cio do Planalto avaliava que Dilma pode at? ganhar mais chances de decidir a elei??o no primeiro turno. Um assessor destacou que dois poss?veis candidatos se tornaram apenas um agora.
Al?m disso, a equipe de Dilma levanta d?vidas se todo o eleitorado de Marina vai marchar a seu lado na alian?a com Campos. Acha poss?vel at? que uma parcela possa migrar para seu campo.
De acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha, conclu?da no in?cio de agosto, Dilma tinha 35% das inten?es de voto. Marina estava com 26%, A?cio tinha 13%, e Eduardo Campos, com 8%, estava em quarto lugar.
Os petistas querem reduzir ao m?ximo poss?vel as trai?es nos Estados de aliados no plano nacional. Eles v?o trabalhar para evitar a repeti??o do que ocorrer? na Bahia, onde o peemedebista Geddel Vieira Lima, mesmo com cargo no governo, tende a apoiar algum nome da oposi??o na campanha.
Em dezembro, a presidente vai trocar boa parte de sua equipe porque v?rios ministros v?o disputar a elei??o em 2014. Entre eles est?o os petistas Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Ind?stria e Com?rcio Exterior).