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PT lança candidatura de Dilma e tenta repetir fórmula vitoriosa de 2010

Publicada em 22 de Junho de 2014 às 08h40


?O PT lan?a neste s?bado a candidatura de Dilma Rousseff ? reelei??o, na esperan?a de estancar a queda na popularidade da presidente e repetir a f?rmula vitoriosa de 2010. Segundo as ?ltimas pesquisas de inten??o de voto, Dilma mant?m a dianteira na disputa, mas a rejei??o a seu governo tem crescido. saiba mais Somente 25% dos jovens com 16 e 17 anos tiraram t?tulo de eleitor Um quarto da popula??o n?o tem interesse nas elei?es, diz pesquisa Dilma afaga dissidentes do PMDB com cargo na Caixa Supremo retoma julgamento sobre mudan?a em bancadas de 13 estados TSE fixa 15 de setembro como data-limite para substituir candidato Leia mais sobre Elei?es 2014 Num levantamento do Ibope divulgado na ?ltima quinta, o percentual de entrevistados que consideram sua gest?o ruim ou p?ssima alcan?ou 33%, cinco pontos percentuais a mais que o ?ndice medido em mar?o. O aumento na rejei??o a Dilma n?o tem afetado, no entanto, as alian?as governistas para a elei??o. No in?cio do m?s, o PMDB, principal aliado do PT na coaliz?o que ampara o governo, formalizou seu apoio ? repeti??o da parceria do ?ltimo pleito presidencial. Tamb?m j? se comprometeram a continuar na coaliz?o o PC do B, o PP e o PTB. Nas pr?ximas semanas, espera-se que o PSD e o PR se unam ao grupo. A ampla coaliz?o dar? ? candidata petista um tempo de propaganda eleitoral gratuita em TV e r?dio muito maior que o de seus principais oponentes, A?cio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). As parcerias devem ainda garantir a Dilma, caso se reeleja, a maioria das cadeiras no Congresso. "Modelo desgastado" Como contrapartida pelo apoio ao governo, os partidos da base exigem cargos em ?rg?os p?blicos. Hoje, oito minist?rios ou secretarias est?o nas m?os de siglas aliadas, quatro deles com o PMDB. Para Ricardo Ismael, professor de Ci?ncia Pol?tica da Pontif?cia Universidade Cat?lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), "n?o h? d?vidas de que ? necess?rio contar com uma maioria est?vel no Congresso para aprovar projetos e garantir a governabilidade". Por outro lado, diz ele, a pr?tica est? "bastante desgastada" e passa a impress?o de que o governo pensa mais em si do que nos interesses da sociedade. "Esses minist?rios (comandados por siglas aliadas) viram praticamente feudos dos partidos, que fazem com eles o que querem", afirmou Ismael ? BBC Brasil. Os efeitos da megacoaliz?o no Congresso tamb?m s?o controversos. Para o cientista pol?tico, embora a ampla base por um lado garanta relativa tranquilidade a Dilma – que sofreu poucas derrotas relevantes no Legislativo –, por outro limita as a?es do governo. "Como a base ? muito heterog?nea ideologicamente, n?o h? maioria para tirar do papel quest?es de fundo, como as reformas tribut?ria e pol?tica". Segundo o professor, enquanto caciques como os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Jos? Sarney (PMDB-AP) integrarem a base governista, "? dif?cil imaginar que o governo apoiar? uma pauta que v? contra as elites conservadoras". Controle da m?quina Entre as vantagens de Dilma na campanha, Ismael cita o "controle da m?quina". At? a elei??o, diz ele, a presidente e seus programas do governo ter?o grande exposi??o por meio da publicidade oficial. Para Maria do Socorro Braga, professora de Ci?ncias Pol?ticas da Universidade Federal de S?o Carlos (Ufscar), Dilma tamb?m tem como trunfos os programas de distribui??o de renda que se expandiram nos governos do PT, principalmente o Bolsa Fam?lia. Essas pol?ticas, diz a professora, garantem ? presidente um expressivo apoio entre os brasileiros mais pobres. "? esse segmento que d? for?a para que a Dilma se mantenha no patamar de hoje (nas pesquisas)", diz Braga. Para Ismael, outra vantagem de Dilma ? contar com o apoio do ex-presidente Luiz In?cio Lula da Silva, bastante influente perante o eleitorado. Segundo o professor, Lula e Dilma poder?o dividir as tarefas na campanha. "Ele poder? ser escalado para conquistar votos no Nordeste, onde ? muito popular, ou atacar advers?rios", exemplifica. Por melhor que seja, por?m, a campanha sozinha n?o bastar? para garantir a vit?ria da atual presidente, avalia Braga. At? a elei??o, diz a professora, varia?es na economia que se reflitam no bolso dos eleitores ter?o peso maior. "Se o poder de compra dos eleitores diminuir, pioram as chances de Dilma. Se as condi?es se mantiverem ou at? melhorarem, ela amplia suas chances", diz a professora. "Esses s?o os fatores que ter?o mais peso nas urnas."

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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