?A Ag?ncia Nacional de Energia El?trica (Aneel) confirmou nesta quarta-feira (23) que a redu??o nas tarifas de energia el?trica para os consumidores residenciais ser? de cerca de 18% e que a diminui??o para a ind?stria ser? em torno de 32%, de acordo com declara?es do diretor do ?rg?o regulador Romeu Rufino.
A presidente Dilma Rousseff anunciar? na noite desta quarta-feira, em pronunciamento, o corte na conta de luz conforme prometido em setembro passado.
Inicialmente, o governo pretendia garantir uma redu??o da conta de luz de cerca de 16% para resid?ncias e de at? 28% para ind?strias. A redu??o m?dia estimada pelo governo, neste caso, seria de cerca de 20%, entre resid?ncia e ind?stria.
A redu??o da tarifas ocorrer? por meio do corte de encargos setoriais, aportes do Tesouro Nacional e diminui??o da remunera??o de ativos de gera??o e transmiss?o que ter?o suas concess?es renovadas antecipadamente.
Segundo uma fonte do governo ouvida pela ag?ncia de not?cias Reuters, para garantir a redu??o, o Tesouro Nacional elevar? o aporte anual para cobrir a conta dos R$ 3,3 bilh?es previstos inicialmente para mais de R$ 8 bilh?es.
As novas tarifas das distribuidoras, j? com os descontos, ser?o votadas na quinta-feira (24), a partir das 10h, pela diretoria da Aneel (Ag?ncia Nacional de Energia El?trica), em processo de revis?o tarif?ria extraordin?ria. Os descontos entrar?o em vigor em 5 de fevereiro.
T?rmicas
Segundo essa mesma fonte da Reuters, a redu??o maior que a prometida na tarifa de energia n?o foi feita com o intuito de compensar o efeito pelo uso das termel?tricas que est?o acionadas desde o ano passado, diante da escassez de chuvas que prejudica os reservat?rios das hidrel?tricas. "N?o foi por isso, a redu??o vai ser maior porque o aporte do Tesouro permite isso", disse a fonte.
O desconto maior vai acabar ajudando a amenizar o efeito da energia mais cara das t?rmicas, segundo a fonte da Reuters. Ainda, de acordo com essa fonte, que falou ? ag?ncia de not?cias pedindo o anonimato, est? em estudo dentro do governo a proposta formulada pelas distribuidoras de fazer com que o repasse do custo das t?rmicas nas tarifas de energia seja mensal e n?o apenas na data do reajuste anual, de modo a aliviar o caixa das distribuidoras.
Anteriormente, o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema El?trico), Hermes Chipp, disse que num cen?rio extremo, se todas as usinas termel?tricas permanecerem acionadas at? o fim deste ano, as tarifas para os consumidores ter?o um aumento de 3% em 2014.
O que as concess?es das el?tricas t?m a ver com a conta de luz mais barata?
Na v?spera do feriado de 7 de setembro, a presidente Dilma Rousseff anunciou que a conta de luz ficaria mais barata para consumidores e empresas a partir de 2013. A medida era uma reivindica??o antiga da ind?stria brasileira para tornar-se mais competitiva em meio ? crise global.
Para conseguir baixar a conta de luz, o governo precisou "mudar as regras do jogo" com as companhias concession?rias de energia, e antecipou a renova??o dos contratos que venceriam entre 2015 e 2017. Em troca de investimentos feitos que ainda n?o tiveram tempo de ser "compensados", ofereceu uma indeniza??o a elas.
Algumas empresas do setor el?trico ofereceram resist?ncia ao acordo, alegando que perderiam muito dinheiro. As companhias estaduais Cesp, Cemig e Copel optaram por n?o renovar suas concess?es de gera??o, ficando com os ativos nas condi?es atuais at? o vencimento dos contratos.
Em pouco mais de quatro meses, as empresas brasileiras de energia com a?es na Bolsa de Valores perderam R$ 37,2 bilh?es em valor de mercado, segundo a consultoria Economatica.