Publicada em 11 de Julho de 2014 às 17h13
Dilma Rousseff e Xi Jinping, presidente da China.
Maior parceiro comercial do Brasil, a China ?, economicamente, o pa?s mais importante dos Brics. Seu Produto Interno Bruto (PIB), segundo maior do mundo, supera o dos demais pa?ses do agrupamento somados (Brasil, R?ssia, ?ndia e ?frica do Sul) em quase US$ 2 trilh?es. Com mais de 1,3 bilh?o de habitantes, o mercado consumidor da China foi o grande respons?vel pelo crescimento da economia brasileira, e de outros emergentes, na d?cada de 2000.
Imagem: Divulga??oClique para ampliarDilma Rousseff e Xi Jinping, presidente da China. Com forte demanda por mat?rias primas, a China tornou-se em 2009 o maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos. Enquanto o Brasil exporta basicamente soja e min?rio de ferro, a China abastece o mercado brasileiro, sobretudo, com produtos industrializados, como eletr?nicos. Al?m disso, a m?o de obra abundante e os baixos custos de produ??o na China t?m diminu?do a competitividade da ind?stria brasileira.
“Temos tido muitos problemas com a China em rela??o a pre?os. Produtos chineses entram no Brasil com pre?os muito inferiores aos produtos concorrentes fabricados no Pa?s”, diz o professor da p?s-gradua??o do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-MG), Cl?udio Silva de Aguiar, mestre em Com?rcio Internacional e Administra??o.
Maior importador de mat?rias primas do mundo, Aguiar v? a China como um mercado estrat?gico para as exporta?es das commodities brasileiras. “Mais de 80% do que exportamos para a China s?o produtos b?sicos”, ele diz, ao destacar que neste campo o Brasil apresenta uma vantagem, quanto ? oferta, em rela??o a outros pa?ses.
“Mas em rela??o aos produtos industrializados o Brasil apresenta muita dificuldade para ingressar no mercado desse pa?s asi?tico. N?o creio que isso mude em curto prazo”. Aguiar v? ainda oportunidades para as empresas brasileiras nos setores de tecnologia e de constru??o, devido ao investimento chin?s em infraestrutura.
Economia de mercado
Entretanto, o presidente da Associa??o de Com?rcio Exterior do Brasil (AEB), Jos? Augusto de Castro, n?o v? os Brics como um grupo coeso capaz fomentar o com?rcio entre os dois pa?ses. “N?o existe sequer acordo tarif?rio entre os pa?ses dos Brics, ao contr?rio do que se passa na Uni?o Europeia ou mesmo no Mercosul. Os Brics s?o apenas uma uni?o de letras”, ele diz.
Para Castro, a China busca cuidar dos pr?prios interesses. “E em 2016, quando ela for reconhecida pela OMC (Organiza??o Mundial do Com?rcio) como economia de mercado, ela vai se tornar ainda mais agressiva”.
Aguiar, no entanto, acredita que o reconhecimento da China como economia de mercado poder?, em tese, favorecer o Brasil no que se refere ao c?mbio, ? redu??o de subs?dios aos produtos chineses exportados ao Brasil e ? desregulamenta??o para o ingresso de produtos e empresas brasileiras em territ?rio chin?s. “A OMC se baseia em alguns princ?pios b?sicos: transpar?ncia, n?o discrimina??o, com?rcio justo e livre, entre outros. Isso significa que esse pa?s dever? se adaptar a algumas regras”.