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Relógios inteligentes deveriam ser smartphones de pulso, diz Wozniak

Publicada em 06 de Junho de 2014 às 14h42


Wozniak se disse desapontado com os relógios inteligentes disponíveis no mercado atualmente. Wozniak se disse desapontado com os relógios inteligentes disponíveis no mercado atualmente. Imagem: Divulga??oWozniak se disse desapontado com os rel?gios inteligentes dispon?veis no mercado atualmente. Steve Wozniak, cofundador da Apple Computers e atual cientista-chefe da Fusion-io, uma empresa que se dedica ? produ??o de tecnologia de mem?rias flash, criticou a abordagem das companhias no segmento de dispositivos vest?veis, em especial os rel?gios inteligentes. “Algu?m precisa descobrir a f?rmula dos smartwatches e eu acredito que seja ter um smartphone completo no seu pulso. Ele tem que ser ergon?mico, talvez precise de uma tela dobr?vel ou retr?til, mas h? muitas tecnologias de engenharia que podem tornar um smartwatch poss?vel. Alguma companhia criar? o produto certo, mesmo que ele tenha uma tela de 1 polegada, e todos v?o perceber que a empresa conseguiu fazer algo t?o avan?ado que eles realmente acertaram. Claro que eu espero que essa empresa seja a Apple quando isso acontecer”, declarou durante o CIAB 2014, Congresso e Exposi??o de Tecnologia da Informa??o das Institui?es Financeiras que ? realizado anualmente pela Febraban, em S?o Paulo. Wozniak se disse desapontado com os rel?gios inteligentes dispon?veis no mercado atualmente. “Um deles eu realmente devolvi, um Samsung Galaxy Gear, fiquei com ele menos de um dia, nunca tinha feito isso com um produto. Ele ? s? um aparelho com Bluetooth que reflete as notifica?es do celular, ? melhor voc? pegar o smartphone do bolso e us?-lo normalmente. Esses aparelhos s?o como os headsets Bluetooth que as pessoas compravam mesmo antes dos smartphones. Voc? os usa por uma semana e depois os deixa de lado porque eles n?o s?o muito ?teis”, afirmou. Para Woz, a melhor forma de criar um smartwatch seria dar a ele todas as fun?es de um smartphone — apesar de admitir n?o saber como uma empresa poderia fazer isso. A ?nica companhia brasileira que anunciou um produto semelhante ao citado por Wozniak ? a Locke, mas o produto foi originalmente desenvolvido na China (pa?s onde ? poss?vel encontrar at? mesmo rel?gios inteligentes com sistema Android completo, tela sens?vel ao toque e suporte a dois chips). Wozniak tamb?m afirmou acreditar que a chave para o futuro dos dispositivos vest?veis est? na intelig?ncia artificial e na capacidade de uma m?quina realmente compreender a linguagem natural, comandos de voz, mesmo em ambientes barulhentos. “Muitas vezes essas tecnologias entendem uma palavra ou frase, mas n?o entendem o que voc? quis dizer”. Ele tamb?m citou a assistente pessoal do iPhone, a Siri. “Fico feliz que a Apple tenha disponibilizado a Siri em diversos idiomas porque isso ? importante”, declarou. Sobre o Google Glass, os ?culos conectados da gigante das buscas, o cientista-chefe declarou que ele n?o ? ainda um produto revolucion?rio, sendo que ainda depende muito de um smartphone no bolso do usu?rio. 3D e BYOD - Woz tamb?m falou sobre a tend?ncia chamada de Bring Your Own Device, quando as pessoas usam dispositivos pessoais no ambiente de trabalho, e descreveu esse movimento como algo natural especialmente com a chegada das gera?es Y e Milennials (nascidas respectivamente nos anos 1990 e 2000) ao mercado de trabalho, uma vez que essas pessoas cresceram em um mundo muito conectado, com diversos aparelhos potentes ligados ? web. Wozniak tamb?m apontou a impress?o 3D como uma tecnologia importante para o futuro pr?ximo, mas n?o cr? que esses equipamentos ser?o levados ?s casas das pessoas, mas para as empresas. A n?o ser que uma fabricante consiga disponibilizar um produto de baixo custo que possa criar prot?tipos coloridos. Apesar do CIAB ser voltado para o mercado banc?rio brasileiro, Wozniak n?o falou muito sobre o tema em si, mantendo o foco na sua hist?ria de vida, contando com orgulho evidente e com um ritmo de fala fren?tico como conseguiu criar um computador pessoal buscando pe?as adequadas que dessem conta do servi?o sem que fosse necess?rio gastar muito dinheiro. E essa foi uma das principais dicas aos profissionais de TI dessa ?rea, buscar alternativas mais inteligentes sem seguir a risca o que se aprende nos livros. A ideia ? driblar os empecilhos da “cultura corporativa”. “Quando voc? faz isso, passa a ser n?o uma pessoa que l?, mas, sim, a que escreve os livros”, disse Wozniak. “Eu era um g?nio da eletr?nica e ningu?m queria falar comigo [na inf?ncia]”.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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