Publicada em 31 de Março de 2012 às 19h03
O programa art?stico e de den?ncia social, que encerra o m?s dedicado ? mulher, come?ou ao meio-dia deste s?bado com a representa??o "Removing Pain", da artista brasileira Beth Moys?s, e ? integrado na agenda cultural do Instituto Cervantes de S?o Paulo.
Na representa??o, 42 mulheres negras, todas v?timas de viol?ncia dom?stica, percorreram um lance da Avenida Paulista vestidas de branco e com um adere?o floral nos cabelos.
As mulheres encenaram um processo de cura, umas retirando das outras a maquiagem que simula os ferimentos sofridos no passado.
O chefe de atividades culturais do organismo de promo??o da l?ngua espanhola em S?o Paulo, Francisco de Blas, explicou ? Ag?ncia Efe que a performance tem um "valor cat?rtico" para as participantes, que n?o conseguiram conter o pranto, e para os presentes.
Ap?s a representa??o ocorrer? a inaugura??o de uma exposi??o de fotos e v?deos de Moys?s e da artista espanhola Marisa Gonz?lez, selecionados pela cr?tica de arte e curadora do projeto, Margarita Aizpuru.
A mostra, que permanecer? aberta at? 28 de abril, procura estabelecer um di?logo entre as pe?as de ambas as artistas dentro do contexto de busca de novas linguagens art?sticas e a cria??o de discursos expressivos renovados, afastados dos c?nones estabelecidos pelas vozes masculinas.
Na pr?xima semana, ocorrer? um debate em que v?o abordar os assuntos de g?nero e a rela??o com as manifesta?es art?sticas.
Trata-se de um projeto que pretende abordar a situa??o da mulher em diferentes partes do mundo a partir dos anos 70 at? a atualidade atrav?s da perspectiva da arte, precisou De Blas.
Na sua opini?o, a programa??o tem como objetivo favorecer "conscientizar sobre um problema habitualmente silenciado" e lembrar "que nem todas as conquistas humanit?rias acabaram em nosso entorno imediato".
Para o analista, a representa??o de Moys?s, uma criadora com um "conte?do inevitavelmente pol?tico" tem um "valor sociol?gico inquietante, mas comovente" e representa "uma met?fora impactante" pelo fato de contar com um grupo de mulheres que percorrem com sua dor um entorno urbanizado.