
O futuro ministro da Justi?a, S?rgio Moro, anunciou nesta sexta-feira (30) que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ser? comandado por Roberto Leonel, auditor da Receita Federal.
Atualmente o Coaf ? um ?rg?o vinculado ao Minist?rio da Fazenda, especializado em investigar movimenta?es financeiras. Segundo Moro, o Coaf deve passar para a estrutura do Minist?rio da Justi?a a partir do ano que vem.
No mesmo comunicado, feito ? imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Moro anunciou que a Secretaria Nacional de Pol?ticas Sobre Drogas (Senad) ser? comandada por Luiz Roberto Beggiora.
A Senad tem a fun??o de assessorar o ministro da Justi?a quanto ?s pol?ticas nacionais antidrogas. Parte da secretaria, que cuida do tratamento de dependentes qu?micos, ficar? sob o comando do Minist?rio da Cidadania.
Moro foi escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar o Minist?rio da Justi?a a partir de janeiro. A pasta absorver? o atual Minist?rio da Seguran?a P?blica.
Para assumir o cargo, Moro foi exonerado da carreira de juiz federal, na qual teve sua atua??o marcada pela Opera??o Lava Jato nos ?ltimos anos. Ele respondeu pelos processos de primeira inst?ncia da Lava Jato na Justi?a Federal do Paran?.
Nomes j? anunciados
Moro anunciou anteriormente outros nomes para sua equipe no Minist?rio da Justi?a. Confira os escolhidos, todos delegados da Pol?cia Federal:
Maur?cio Valeixo na diretoria-geral da Pol?cia Federal;
Rosalvo Ferreira na Secretaria de Opera?es Policiais Integradas;
Fabiano Bordignon no Departamento Penitenci?rio Nacional;
?rika Marena no Departamento de Recupera??o de Ativos e Coopera??o Internacional (DRCI).
Terrorismo
Moro defendeu durante a entrevista a aprova??o pelo Congresso Nacional, ainda em 2018, de um projeto de lei que permite ao Brasil congelar bens de organiza?es consideradas terroristas pela Organiza??o das Na?es Unidas (ONU).
O futuro ministro explicou que o projeto 10.431/2018 d? "for?a executiva" para resolu?es da ONU que determinam aos pa?ses-membros o congelamento de bens de organiza?es como Al-Qaeda e Estado Isl?mico.
Segundo o ministro, a proposta est? na C?mara e o Brasil assumiu o "compromisso" de aprov?-la. Moro informou que conversou sobre o tema com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Moro ressaltou que, caso o Congresso n?o aprove o projeto at? fevereiro, o Brasil ser? suspenso do Grupo de A??o Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), "?rg?o internacional que tra?a par?metros de preven??o e combate ? lavagem de dinheiro e ao terrorismo".
"O Brasil sendo suspenso dessa organiza??o, isso vai fazer um grande mal para imagem do Brasil, para imagem internacional e vai fazer um grande mal para os neg?cios", alertou o futuro ministro.
"Por isso seria importante, mesmo antes do governo assumir em janeiro, que a atual legislatura desse prioridade e aprovasse esse projeto que ali?s n?o tem nada de controvertido, ? um projeto para congelar bens de organiza?es terroristas, assim consideradas pela Organiza??o das Na?es Unidas (ONU)", refor?ou.