Publicada em 13 de Junho de 2014 às 16h29
Sininho no protesto de invasores na prefeitura do Rio
Presen?a certa nos protestos de rua no Rio de Janeiro desde junho do ano passado, a estudante de cinema Elisa Quadros, conhecida como Sininho, foi indicada por “incita??o a atos de viol?ncia”, por sua atua??o em manifesta?es. O indiciamento foi confirmado ao site da VEJA pelo advogado Marino D?Icarahy, que representa Sininho e outros indiciados por suspeita de crime em protestos. Elisa esteve na manh? desta sexta-feira na Delegacia de Repress?o a Crimes de Inform?tica (DRCI), na Cidade da Pol?cia, na Zona Norte do Rio, mas recusou-se a prestar depoimento. O inqu?rito corre em segredo.
Imagem: VejaClique para ampliarSininho no protesto de invasores na prefeitura do Rio “A defesa n?o teve acesso ao inqu?rito. Por isso, minha cliente n?o prestou depoimento. Vou pedir vistas do processo e remarcar o depoimento para que ela possa desmentir tudo isso”, disse D’Icarahy. De acordo com o advogado, o inqu?rito est? na 27? Vara Criminal.
Na ?ltima quarta-feira, Elisa teve computador e arquivos digitais apreendidos pela Pol?cia Civil. No mesmo dia, ao todo 17 pessoas que participam de protestos foram alvos de mandados de busca e apreens?o expedidos pela Justi?a, para recolhimento de provas de crimes cometidos em manifesta?es. Sininho, na ocasi?o, tamb?m foi levada para prestar depoimento na DRCI. Sininho n?o dep?s e teve o interrogat?rio remarcado. No mesmo dia, ela tinha agendado depoimento em um processo contra dois policiais militares acusados de forjar a apreens?o de um explosivo com um manifestante.
“Na quarta-feira, obtive a informa??o de que ela (Sininho) seria ouvida como testemunha dos atos de viol?ncia, assim como os outros jovens que foram conduzidos ? delegacia. Agora, somos surpreendidos por outra informa??o”, disse D’Icarahy.
Mascarados – Em outubro do ano passado, Elisa – vista diversas vezes ? frente de manifesta?es com participa??o de black blocs – foi presa com outras 84 pessoas nas escadarias da C?mara Municipal do Rio e chegou a ser levada para uma das casas de cust?dia de Bangu. Na ?poca, ela afirmou n?o trabalhar. Em janeiro, ela voltou a ser detida, sob acusa??o de ter chamado de “macaco” um PM, durante uma discuss?o na Lapa. Ela foi autuada, na 5? DP (Gomes Freire), por desacato.
No m?s seguinte, mais confus?o. A ativista esteve na 17? DP (S?o Crist?v?o) para prestar solidariedade a F?bio Raposo, preso acusado de deflagrar o roj?o que matou o cinegrafista Santiago Andrade, da Band. Dias depois, ela foi convocada a prestar depoimento para esclarecer um telefonema no qual afirmava que o deputado Marcelo Freixo (PSOL) teria liga??o com os acusados de matar o cinegrafista. Freixo negou ter liga??o com os black blocs.
Copa do Mundo – O Rio de Janeiro foi o Estado com maior dura??o dos protestos de rua no ano passado. Mesmo depois de arrefecido em outras capitais, o movimento persistia na cidade, com acampamentos no Centro e no Leblon, na resid?ncia do ent?o governador S?rgio Cabral (PMDB), e ocupa?es de pr?dios p?blicos. A morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, atingido na cabe?a por um morteiro disparado por dois mascarados, tirou for?a dos protestos. A aproxima??o da Copa do Mundo, no entanto, reanimou os manifestantes.
No dia de abertura da Copa, houve protestos na Cinel?ndia, na Lapa e em Copacabana, local onde foi montada uma arena da Fifa Fan Fest. Ap?s o protesto da manh?, no Centro, houve confronto entre PMs e ativistas e tr?s pessoas foram detidas. No protesto da tarde, pelo menos mais quatro pessoas foram detidas e tr?s ficaram feridas.