Piaui em Pauta

"Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário", diz médico cubano ao desembarcar no País.

Publicada em 25 de Agosto de 2013 às 01h32


?"Somos m?dicos por voca??o, n?o nos interessa um sal?rio, fazemos por amor", afirmou Nelson Rodrigues, 45 anos. Ele foi um dos primeiros m?dicos cubanos a desembarcarem em solo brasileiro na tarde deste s?bado (24), no Aeroporto dos Guararapes, no Recife.

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A resposta foi dada ap?s os questionamentos dos jornalistas sobre a informa??o de que os profissionais, contratados por meio de conv?nio com a Opas (Organiza??o Pan-Americana de Sa?de), s? ir?o receber um porcentual de 25% a 40% do sal?rio de R$ 10 mil a ser pago pelo governo brasileiro.

Milagros Cardenas Lopes, 61, tamb?m afirmou que a principal motiva??o dos m?dicos "? a solidariedade".

— Viemos para ajudar, colaborar, complementar com os m?dicos brasileiros.

Natasha Romero Sanches, 44, concordou e completou dizendo que "o sal?rio ? suficiente".

Eles integram o grupo de 30 profissionais que ficar?o no Recife. Eles sa?ram de Havana em um voo fretado, que trouxe os primeiros 200 m?dicos cubanos para trabalhar nos 701 munic?pios que n?o despertaram interesse de nenhum profissional do Programa Mais M?dicos. De acordo com o representante do Minist?rio da Sa?de, Mozart Sales, que os recebeu, este n?mero pode chegar a 4.000 at? dezembro.

Recepcionados de forma festiva, com faixas e gritos de boas vindas por vinte integrantes da UJS (Uni?o da Juventude Socialista) e da Umes (Uni?o Metropolitana de Estudantes Secundaristas), os m?dicos retribu?ram a gentileza balan?ando as bandeiras do Brasil e de Cuba que traziam nas m?os. "Oh abre alas que os cubanos v?o passar/ ? mais sa?de para a popula??o/sejam bem vindos e a nossa gratid?o" foi entoada pelos estudantes numa vers?o da m?sica "Oh abre alas" de Chiquinha Gonzaga.

Na entrevista, realizada com quatro dos m?dicos, eles informaram que todos s?o especialistas em sa?de da fam?lia e t?m experi?ncia de ajuda em outros pa?ses. Citaram Haiti, Venezuela, Paquist?o, Guatemala e Honduras. Disseram que o curso de gradua??o de Medicina em Cuba ? de seis anos e destacaram que l? eles t?m tudo garantido — sa?de e educa??o. Natasha Romero Sanchez completou dizendo que "as fam?lias deles est?o seguras, com o necess?rio para viver". Ela acrescentou que eles se "formaram com base na solidariedade e no humanismo", ao falar da alegria de estar no Brasil e poder "colaborar com o SUS". Ao seu ver, "o sistema de sa?de brasileiro ? desenvolvido".

Sobre a rejei??o da classe m?dica brasileira ? chegada dos estrangeiros isentos do exame para validar seus diplomas, ela destacou que eles n?o "vieram mudar nenhum sistema social".

— Viemos aprender com nossos colegas e poder ajudar o povo pobre com car?ncia de aten??o m?dica prim?ria adequada.

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Os profissionais vieram em n?mero de 200, em voo fretado da empresa ?rea "Cubana". Trinta ficar?o em Pernambuco, v?o se juntar aos outros m?dicos estrangeiros que est?o em alojamentos do Ex?rcito e na segunda-feira (26) come?am curso de treinamento de tr?s semanas sobre a legisla??o sanit?ria brasileira e l?ngua portuguesa.

Passo importante

Presidente estadual da UJS, Thiara Milhomem, 23 anos, afirmou que as mobiliza?es contr?rias ? vinda de profissionais estrangeiros pela classe m?dica brasileira "n?o deslegitima a vinda dos m?dicos".

— A vinda deles n?o resolve o problema da sa?de no Brasil, mas ? um passo importante.
Tags: "Somos médicos - "Somos médicos

Fonte: R7  |  Publicado por: Da Redação
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