O ministro Alexandre de Moraes n?o votou porque se declarou impedido. Como relator do inqu?rito das fake news, foi ele quem determinou a inclus?o do ministro Abraham Weintraub no rol de investigados.
Weintraub foi inclu?do por ter dito, na reuni?o ministerial de 22 de abril que, por ele, "botava esses vagabundos todos na cadeia, come?ando no STF”. Al?m das fake news, o inqu?rito tamb?m apura a dissemina??o de amea?as a ministros do STF e outras autoridades.
No julgamento, ministros como Celso de Mello e Ricardo Lewandowski ressaltaram que t?m convic??o pessoal contr?ria ? jurisprud?ncia que prevalece atualmente no STF – segundo a qual n?o cabe habeas corpus contra decis?es individuais (monocr?ticas) de ministros.
Os ministros ressaltaram que, apesar dessa discord?ncia, estavam "prestigiando a posi??o do plen?rio".
Entenda o caso
O caso come?ou a ser analisado pelo plen?rio virtual da Corte na ?ltima sexta-feira (12). Os julgamentos no plen?rio virtual permitem que os ministros apresentem os votos de forma eletr?nica, sem a necessidade de reuni?es presenciais ou por videoconfer?ncia. Neste sistema, os ministros t?m seis dias para apresentar os votos.
O habeas corpus foi apresentado no dia 27 de maio pelo ministro da Justi?a, Andr? Mendon?a. O habeas corpus pretende beneficiar o ministro Weintraub e "todos aqueles que tenham sido objeto de dilig?ncias e constri?es" no inqu?rito nas fake news. A inten??o ? trancar, ou seja, suspender o inqu?rito para o grupo.
A a??o foi apresentada horas depois de uma opera??o da Pol?cia Federal que cumpriu 29 mandados de busca e apreens?o, atingindo aliados do presidente Jair Bolsonaro.