?O presidente do Superior Tribunal de Justi?a (STJ), ministro Felix Fishcer, negou nesta sexta-feira (18) pedido de liberdade feito pela defesa do executivo da Match Services Raymond Whelan, suspeito de integrar uma m?fia internacional de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo.
A Match foi a ?nica empresa autorizada pela Fifa para a venda de pacotes de ingressos e camarotes da Copa no Brasil, e Whelan ? suspeito de ter facilitado a obten??o dos ingressos por parte de criminosos.
Nesta semana, o Tribunal de Justi?a do Rio de Janeiro havia negado soltura ao executivo, preso desde segunda (14) no Complexo Penitenci?rio de Gericin?, em Bangu, no Rio. saiba mais Cidades-sedes da Copa investiram milh?es em CTs que mal foram usados Latinos pedem socorro para retornar para casa Organiza??o da Copa ? bem avaliada por 83% dos estrangeiros PM abre investiga??o para apurar viol?ncia de policiais em protesto no Rio Campe?es do mundo s?o aclamados no desembarque em Berlim Leia mais sobre Copa 2014
O CEO da Match havia sido detido no dia 7 de julho, mas obteve liberdade horas depois por decis?o do plant?o judici?rio no Rio. Ap?s ser solto, teve nova pris?o decretada e ficou foragido por alguns dias. A defesa tentou no TJ nova liberta??o, mas n?o conseguiu e recorreu ao STJ, que tamb?m negou.
saiba mais
Entenda a m?fia de ingressos da Copa
Justi?a do RJ nega liberdade e CEO da Match segue preso em Bangu
O processo foi distribu?do para a ministra Maria Thereza de Assis Moura, mas, em raz?o do recesso do Judici?rio, o presidente do STJ decidiu negar liminar (decis?o provis?ria) de soltura.
O habeas corpus que pediu a liberdade foi assinado pelo advogado Ricardo Sidi Machado da Silva, da equipe de Fernando Fernandes, investigado por suspeita de ter facilitado a fuga do cliente.
No documento, a defesa pediu que fosse restabelecida a decis?o do plant?o do Rio que autorizou a liberdade e pleiteou que os decretos de pris?o fosssem suspensos at? que o tribunal do Rio julgasse a quest?o em definitivo. O executivo sugeriu cumprir medidas alternativas, como entrega do passaporte, pagamento de fian?a e comparecimento em ju?zo, mas o STJ entendem que a pris?o deve ser mantida.
De acordo com a Pol?cia, escutas telef?nicas apontaram que o esquema ilegal era operado pelo argelino Mohamed Lam?ne Fofana, que tinha como contato Raymond Whelan. Segundo as investiga?es, tr?s empresas de turismo localizadas em Copacabana, interditadas por policiais, faziam contato com ag?ncias de turismo que traziam turistas ao pa?s e vendiam ingressos acima do pre?o.
Eram ingressos VIPs, fornecidos como cortesia a patrocinadores, a Organiza?es N?o Governamentais (ONGs) e tamb?m destinados ? comiss?o t?cnica da Sele??o Brasileira. Desde bilhetes de camarotes at? entradas de assentos superiores. Uma entrada para a final da Copa no Maracan? chegava a custar R$ 35 mil e a quadrilha chegava a faturar mais de R$ 1 milh?o por jogo.