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Suspeito de chefiar venda ilegal de ingressos da Copa é solto no Rio

Publicada em 08 de Julho de 2014 às 07h10


?O brit?nico Raymond Whelan, 64, diretor-executivo da empresa Match Services, empresa associada ? Fifa, foi solto na madrugada desta ter?a-feira. Os advogados do executivo entraram com um pedido de alvar? de soltura e ele deixou a 18? DP (Pra?a da Bandeira), na zona norte do Rio, ?s 4h40. saiba mais Brasil tenta ir ? final com time que nunca jogou junto L?w nega favoritismo alem?o e diz que aus?ncia de Neymar fortalece Brasil Antes da semifinal, Scolari exala al?vio e admite time com 3 volantes Willian pode ficar no lugar de Neymar na partida contra Alemanha Advogados dizem que xingar Zu?iga na web ? como linchamento virtual Leia mais sobre Copa 2014 A Pol?cia Civil do Rio prendeu Whelan nesta segunda-feira (7) no hotel Copacabana Palace, na zona sul. A Match ? a ?nica empresa autorizada pela Fifa a comercializar ingressos aliados a pacotes de hospedagem para jogos da Copa. O empres?rio ? investigado pela Pol?cia Civil de ser o chefe de uma quadrilha internacional de venda ilegal de ingressos para jogos do Mundial. Whelan negou as acusa?es assim que foi abordado pelos policiais no hall do hotel. No momento da abordagem policial estavam no mesmo ambiente o pr?ncipe Albert, de M?naco; o ex-jogador Caniggia, atacante da sele??o da Argentina na Copa de 1990 e diretores da Fifa. Eram 15h40 quando os policiais chegaram ao Copacabana Palace. O local foi escolhido como o QG da Fifa durante o Mundial.? ? Reuters ? Ray Whelan (? esquerda) chega em delegacia de pol?cia no Rio ?Ap?s receber a not?cia de que seria preso, o diretor da Match foi levado at? o quarto, onde o delegado F?bio Barucke, o promotor Marcos Kac e mais tr?s policiais apreenderam 82 ingressos para as semifinais e a final da Copa, US$ 2 mil, um notebook e o telefone celular que Whelan conversava com o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana. O franco-argelino, preso no Rio na semana passada, ? suspeito de ser o principal distribuidor dos ingressos arrecadados por uma quadrilha internacional que atuava desde 2002, na Copa do Mundo do Jap?o e da Coreia do Sul. A investiga??o policial revelou que houve 900 liga?es de Fofana para o celular de Whelan desde o in?cio da Copa, dia 12 de junho. Por telefone, os dois falavam sobre quantidades de ingressos, sem discutir valores. Policiais envolvidos na investiga??o acreditam que os pre?os eram acertados pessoalmente, em reuni?es que aconteciam no Copacabana Palace. A pol?cia requisitou ao hotel imagens do circuito interno de TV em busca de flagrantes de encontros. Whelan negou todas as acusa?es e disse que os ingressos encontrados em seu quarto se destinavam a parentes seus. Segundo o delegado F?bio Barucke, o grupo lucrava, em m?dia, R$ 1 milh?o por jogo. A expectativa era lucrar at? R$ 200 milh?es na final da Copa do Mundo. Na noite desta segunda, o delegado Barucke afirmou que Whelan conversou informalmente com os policiais. O brit?nico voltou a negar qualquer rela??o com Fofana - o que inclui as 900 chamadas monitoradas pela pol?cia. O suspeito disse ainda que sua empresa negociou com Fofana apenas antes da Copa e que sabe quem ? o franco-argelino porque ele ? uma pessoa muito conhecida de jogadores e ex-jogadores. "H? dois escrit?rios de advogados representando Whelan, e eles est?o divergindo sobre o suspeito depor a pol?cia ou n?o. Se ele n?o depuser na manh? da ter?a (8), ser? encaminhado para depor em ju?zo", afirmou Barucke. O CEO da Match foi indiciado no artigo 41 do Estatuto do Torcedor (fornecer ingressos a cambista), mas a pol?cia ainda est? reunindo ind?cios para acus?-lo tamb?m por forma??o de quadrilha e lavagem de dinheiro. A INVESTIGA??O As investiga?es policiais tiveram in?cio h? tr?s meses, ainda durante o campeonato estadual do Rio. Nessa ocasi?o surgiu a informa??o de que cambistas brasileiros se uniriam a estrangeiros para a venda de bilhetes para jogos do Mundial. Policiais civis se passaram por torcedores e viraram "clientes" dos cambistas. Isso levou ?s intercepta?es telef?nicas, com autoriza??o judicial, j? nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro. Neste momento, surgiu o nome do franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana. As intercepta?es telef?nicas revelaram que a quadrilha obtinha ingressos destinados aos pacotes de hospitalidade (esquema com a participa??o de Whelan), al?m de bilhetes destinados a federa?es, oper?rios que participaram das obras e at? adquiridos em pontos de retiradas ou com turistas. Em uma das liga?es, Lamine Fofana foi flagrado conversando com uma pessoa que estaria na Granja Comary, concentra??o da sele??o brasileira, em Teres?polis, regi?o serrana do Rio. A pessoa teria acesso a jogadores, mas n?o faria parte da comiss?o t?cnica ou da CBF, segundo policiais. A investiga??o mostrou que Lamine Fofana demonstrava amizade com ex-jogadores de futebol como Dunga, o ex-t?cnico da sele??o na Copa de 2010 e campe?o em 1994, como jogador, al?m de Assis, ex-meia do Gr?mio e irm?o de Ronaldinho Ga?cho. Ele tamb?m organizou festas para os ex-jogadores campe?es do mundo, em 1970, pela sele??o brasileira. ? ? ? ?FIFA DIZ QUE AJUDAR? INVESTIGA??O A Fifa afirmou que est? "colaborando plenamente com as autoridades locais" e prometeu "fornecer todos os detalhes solicitados" para auxiliar a apura??o em curso. Em nota, a entidade diz ter tomado conhecimento da pris?o de Whelan e reiterou ter "posi??o firme contra qualquer forma de viola??o da lei e dos regulamentos de emiss?o de ingressos". A entidade afirma ainda que "apoia totalmente as autoridades de seguran?a nos nossos esfor?os conjuntos para reprimir as vendas de ingressos n?o autorizadas". Mais cedo, questionados sobre o caso, os principais dirigentes da entidade preferiram n?o comentar. "Por favor, falem de futebol", disse o presidente da Fifa, Joseph Blatter. O secret?rio-geral J?r?me Valcke disse que a Fifa iria se manifestar na nota. A Match Hospitality informou que cancelar?, por descumprimento de normas, os ingressos comprados pela empresa de Lamine Fofana, a Atlanta Sportif, para os pr?ximos jogos da Copa. "Como cliente da Match, a Atlanta Sportif comprou 105 pacotes hospitality para sete partidas da Copa-14, no valor de US$ 121.750. Como parte do acordo de venda, a empresa concordou com a proibi??o de revender pacote", diz.?

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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