
RIO — O gabinete de transi??o do presidente eleito, Jair Bolsonaro, come?ou a tomar forma nesta segunda-feira com a nomea??o de 27 indicados, todos homens , para a equipe que atuar? sob a coordena??o do ministro extraordin?rio Onyx Lorenzoni . Com 50 cargos dispon?veis, o presidente ter? uma equipe t?cnica composta por juristas, economistas, militares e assessores parlamentares.
O principal desafio do grupo de transi??o ser? estabelecer um canal de di?logo com os quadros t?cnicos do governo do presidente Michel Temer para analisar os dados da m?quina federal. Em um r?pido pronunciamento ? imprensa nesta segunda, na frente do Centro Cultural Banco do Brasil, a sede da transi??o em Bras?lia, Lorenzoni anunciou que o gabinete trabalhar? dividido em dez grupos tem?ticos.
A primeira semana ap?s a elei??o foi marcada por idas e vindas em pautas legislativas, desafio da equipe de Bolsonaro, que tamb?m ser? discutido pelos t?cnicos na transi??o.
Com sal?rios de R$ 2,5 mil a R$ 16,5 mil, a equipe de transi??o nomeada tem sete militares — dois do Ex?rcito, tr?s da Aeron?utica e dois bombeiros militares — e, pelo menos, seis economistas, al?m de assessores e conselheiros de Lorenzoni.
S?cio de ag?ncia no time
O ministro Onyx e os futuros nomes do primeiro escal?o Augusto Heleno (Defesa), Paulo Guedes (Economia) e Marcos Pontes (Ci?ncia e Tecnologia) tamb?m est?o na equipe. Ainda faz parte do grupo Marcos Aur?lio Carvalho, um dos propriet?rios da AM4, ag?ncia que cuidou da estrat?gia de comunica??o da campanha de Bolsonaro. Segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, empres?rios bancaram disparo em massa de mensagens no WhatsApp durante a campanha. A AM4, que nega irregularidades, era a ?nica ag?ncia oficial.
Alvo de pol?micas por causa da poss?vel fus?o de minist?rios, as ?reas da “Agricultura, Meio Ambiente e Produ??o Sustent?vel” ser?o tratadas em um s? grupo. Parte dos auxiliares de Bolsonaro ficar? com a ?rea de “Desenvolvimento Regional”. Outra vai atuar na “Ci?ncia, Tecnologia, Inova??o e Comunica??o”. O presidente ter? ainda um grupo cuidando da “Moderniza??o do Estado”.
“Economia e Com?rcio Exterior” estar?o com outra equipe, assim como “Educa??o, Cultura e Esporte”. Entregues por Bolsonaro ao futuro ministro Sergio Moro, as ?reas de “Justi?a, Seguran?a e Combate ? Corrup??o” tamb?m ter?o um foro especial de discuss?es. A ?rea da “Defesa” ter? o general Augusto Heleno no comando. As ?reas de “Infraestrutura, Sa?de e Assist?ncia Social” estar?o em outro grupo.
— Temos os indicados pelo grupo de transi??o e outros entrar?o como ced?ncia, disponibiliza??o ou colaboradores volunt?rias. Foi a forma que achamos para dar consist?ncia e amplitude aos trabalhos — afirmou Onyx.
Logo ap?s ser nomeada, a equipe de transi??o do governo j? come?ou a trabalhar no CCBB. A partir de agora, os t?cnicos receber?o os dados que n?o s?o p?blicos como informa?es estrat?gicas das empresas estatais e detalhes das contas p?blicas tanto da Uni?o como dos estados, entre elas o acordo de recupera??o firmado com o Rio de Janeiro.
No grupo de economia, os coordenadores devem se reunir com o futuro ministro Paulo Gudes, na quarta-feira, para come?ar a delinear as propostas. Uma delas ? a redu??o das desonera?es tribut?rias concedidas nos ?ltimos anos. A avalia??o ? que muitas s? causaram preju?zo.
Recuos nas pautas
Em sua primeira visita a Bras?lia nesta ter?a-feira, Bolsonaro participar? de uma sess?o solene em comemora??o aos 30 anos da Constitui??o. Ser? o seu primeiro encontro com os colegas de Parlamento. A agenda, por?m, n?o deve reduzir as dificuldades para adiantar sua agenda legislativa, marcada por recuos da equipe do eleito.
Nesta segunda-feira, o deputado Rog?rio Peninha (MDB-SC), autor do projeto que flexibiliza o Estatuto do Desarmamento, disse que o presidente eleito decidiu deixar a vota??o do texto para o ano que vem. Segundo Peninha, Bolsonaro afirmou que ? melhor fazer a discuss?o sem pressa e com a participa??o de Sergio Moro:
— Ele me ligou e disse que agora est? meio tumultuado, e com ele presidente fica mais f?cil. Ele sugeriu que deix?ssemos para o ano que vem para votar com mais calma.
O texto j? estava pronto para ser votado em plen?rio e tinha at? relator escalado. Mas, segundo Peninha, Bolsonaro recuou e avaliou que n?o ? preciso ansiedade para colocar o texto em vota??o,
O pr?prio presidente reconheceu as dificuldades para fazer avan?ar ainda neste ano a de reforma da Previd?ncia. Seu filho e deputado, Eduardo, afirmou ao SBT no domingo n?o ver clima para votar o tema este ano.sandra