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Vacina de Oxford tem 79% de eficácia contra casos sintomáticos de Covid-19, apontam testes.

Publicada em 22 de Março de 2021 às 09h24


A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmac?utica AstraZeneca teve 79% de efic?cia na preven??o de casos sintom?ticos da doen?a, anunciaram a empresa e a universidade nesta segunda-feira (22). Entre participantes com mais de 85 anos, a efic?cia foi de 80%.

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A vacina tamb?m se mostrou segura e teve 100% de efic?cia contra casos graves e contra aqueles que exigem hospitaliza??o dos pacientes.

Com os novos dados, a AstraZeneca deve solicitar autoriza??o para uso emergencial nos Estados Unidos (veja detalhes ao final da reportagem). No Brasil, a vacina teve o registro definitivo concedido h? dez dias pela Ag?ncia Nacional de Vigil?ncia Sanit?ria (Anvisa) e j? ? aplicada desde janeiro.

Os dados significam que, nos testes, a vacina conseguiu reduzir em 79% a propor??o de casos sintom?ticos que ocorreriam se as pessoas n?o tivessem sido vacinadas. Da mesma forma, significa que conseguiu evitar todos os casos graves da doen?a, al?m de hospitaliza?es no grupo vacinado que ocorreriam se as pessoas n?o tivessem sido vacinadas.

Os testes, de fase 3, foram feitos com 32.449 volunt?rios nos Estados Unidos, no Chile e no Peru. Na fase 3, os cientistas analisam a seguran?a e a efic?cia de uma vacina em larga escala, normalmente com milhares de volunt?rios.

A vacina de Oxford ? dada em duas doses. Nesses testes, elas foram aplicadas com 4 semanas de diferen?a, mas outros ensaios, anteriores, mostram que, se as doses forem dadas com um intervalo de at? 12 semanas, a efic?cia da vacina pode ser ainda maior. Esse intervalo de 12 semanas ? o que est? sendo feito na vacina??o no Brasil.

Os testes
A cada duas pessoas que receberam a vacina, uma recebeu um placebo (subst?ncia inativa) para servir de grupo controle; nem os cientistas, nem os participantes sabiam quem estava recebendo a vacina e quem recebia o placebo. As pessoas foram distribu?das de forma aleat?ria (randomizada) em cada grupo.

Dos 32.449 volunt?rios que participaram dos testes, 141 tiveram sintomas de Covid-19.

Cerca de 20% dos volunt?rios tinham 65 anos ou mais, e cerca de 60% tinham comorbidades associadas a um risco maior de complica??o para a Covid-19, como diabetes, obesidade severa e doen?as card?acas.

Um estudo preliminar feito por pesquisadores brasileiros e da Universidade de Oxford divulgado na quinta-feira (18) apontou que as vacinas de Oxford e da Pfizer foram eficazes contra a variante brasileira do coronav?rus identificada pela primeira vez em Manaus, a P.1.

Sem rela??o com co?gulos

A AstraZeneca afirmou, na divulga??o dos resultados da pesquisa, que n?o encontrou "nenhum risco maior de trombose [forma??o de co?gulos]" entre os 21.583 participantes que receberam pelo menos uma dose da vacina.

H? cerca de duas semanas, a aplica??o da vacina de Oxford foi suspensa em alguns pa?ses da Europa por causa de casos suspeitos de forma??o de co?gulos ap?s a vacina??o.

Ap?s uma an?lise, entretanto, a ag?ncia de medicamentos da Uni?o Europeia concluiu que a vacina era "segura e eficaz". A ag?ncia tamb?m disse que vai continuar a acompanhar e analisar os dados de vacina??o no continente, mas que os benef?cios da aplica??o da vacina superam os riscos.

Na sexta-feira (19), o Comit? Consultivo Global sobre Seguran?a de Vacinas da Organiza??o Mundial de Sa?de (OMS) divulgou um parecer afirmando que nenhuma rela??o havia sido estabelecida entre qualquer vacina contra a Covid e trombose.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu aos pa?ses que continuassem usando a vacina.

Uso nos EUA
Com os novos dados, a AstraZeneca deve pedir aprova??o de uso emergencial da vacina nos Estados Unidos. O pa?s j? tem tr?s vacinas aprovadas contra a Covid-19: a da Pfizer, a da Moderna e a da Johnson.

Se a vacina de Oxford obtiver autoriza??o de uso, ? improv?vel que fique dispon?vel antes de maio, avaliou o jornal americano "The New York Times". At? ent?o, as autoridades americanas preveem que as outras tr?s fabricantes estar?o produzindo doses suficientes para todos os adultos do pa?s. Por isso, as doses da vacina brit?nica poder?o n?o ser necess?rias.

At? a manh? de domingo (21), 44 milh?es de pessoas haviam sido completamente vacinadas (com ambas as doses de alguma vacina) contra a Covid-19 nos EUA, segundo o Centro de Controle de Doen?as (CDC) do pa?s. No Brasil, 4,1 milh?es de pessoas receberam as duas doses de algum imunizante.

Tags: Vacina de Oxford - A vacina contra

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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