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Vendas do comércio no semestre têm maior queda desde 2003, diz IBGE.

Publicada em 12 de Agosto de 2015 às 10h35


?O com?rcio viu suas vendas ca?rem durante cinco meses seguidos pela primeira vez desde o ano 2000, quando o comportamento do varejo come?ou a ser analisado. Em junho, o recuo sentido pelo setor foi de 0,4%, influenciado pela redu??o do cr?dito e dos sal?rios.

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Os n?meros foram divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica (IBGE). No m?s anterior, o varejo havia recuado 0,8% e na compara??o com junho do ano passado, 2,7%.
Nos primeiros seis meses de 2015, o com?rcio acumula queda de 2,2%, a maior baixa para o per?odo desde 2003, quando a baixa foi de 5,7%, interrompendo uma sequ?ncia de 11 anos de taxas positivas consecutivas Em 12 meses, o ?ndice tem recuo de 0,8%.
“Em 2003, tinha a situa??o de desemprego pior do que agora, cr?dito mais restrito do que agora e crise pol?tica que estava se ajustando. Agora, voc? tem uma crise mais interna. Tanto pelo lado da produ??o quanto do consumo. Consumidores est?o com baixa confian?a, o que desestimula as vendas, principalmente de bens dur?veis e alimentos, que t?m reflexo direto com a renda”, analisou Isabela Nunes Pereira, gerente de Servi?os e Com?rcio do IBGE.
Em ambas as compara?es, entre os ramos que mais sofreram com queda das vendas est?o os de autom?veis e de m?veis e eletrodom?sticos.
"No momento em que h? crescimento da taxa de juros, eleva??o do credito... aquele grupo de vendas de bens de consumo dur?veis, que envolvem valor mais alto e parcelas maiores, ressentem", disse.
As vendas do setor de m?veis e eletrodom?sticos, por exemplo, diminu?ram 13,6% em rela??o ao ano passado, e exerceram a principal influ?ncia para o recuo do com?rcio em geral. De acordo com o IBGE, esse resultado ? justificado "pelo menor ritmo de crescimento do cr?dito com recursos livres, al?m do comportamento da massa de rendimento m?dio real habitual dos ocupados".
“Todas as atividades mostram melhora [queda menor] em compara??o a maio, exceto hipermercado. Esse setor est? ligado intimamente ? renda, ? massa salarial que vem caindo. A PME [Pesquisa Mensal de Emprego] mostra aumento desemprego, consequentemente, a massa salarial cai. Esse grupamento resiste a ter alguma varia??o, mas vem sucumbindo ?s quedas da renda consecutiva. Tem rela??o com a renda muito forte”, analisou a gerente. Na compara??o com maio, as vendas desse segmento ficaram est?veis, mas frente a junho do ano passado, recuaram 2,6%.
De maio para junho
Nessa base de compara??o, a maioria das atividades mostrou queda, com destaque para ve?culos e motos, partes e pe?as (-2,8%), equipamentos e material para escrit?rio, inform?tica e comunica??o (-1,5%); m?veis e eletrodom?sticos (-1,2%); tecidos, vestu?rio e cal?ados (-0,8%), al?m de combust?veis e lubrificantes (-0,6%).
Entre os poucos segmentos que viram suas vendas aumentarem est?o artigos farmac?uticos, m?dicos, ortop?dicos, de perfumaria e cosm?ticos (0,3%) e material de constru??o (5,5%). "Esse crescimento de 5,5% [do material de constru??o] n?o muda a tend?ncia negativa que o setor vem mostrando em termos de venda, j? que interrompe sequ?ncia de cinco taxas negativas, acumulando perda de 9,4% nesse per?odo [cinco meses anteriores]”, disse Isabela.
Espelho de 2014
Quando o IBGE compara os n?meros de junho de 2015 com os do mesmo m?s do ano passado, os resultados negativos tamb?m prevalecem. Bebidas e fumo, por exemplo, recuaram 2,7%, tecidos, vestu?rio e cal?ados, 4,6% e combust?veis e lubrificantes (-1,0%).

Na contram?o, assim como registrado na an?lise mensal, cresceram as vendas de artigos farmac?uticos, m?dicos, ortop?dicos e de perfumaria (6,2%); outros artigos de uso pessoal e dom?stico (1,6%); equipamentos e materiais para escrit?rio, inform?tica e comunica??o (7,9%).
Depois das vendas de m?veis e eletrodom?sticos, o que mais caiu foi o resultado de hipermercados, supermercados, produtos aliment?cios, bebidas e fumo, que mostrou recuo de 2,7%. "Esta atividade mant?m alta correla??o com a evolu??o da massa de sal?rios, com desempenho negativo, al?m da influ?ncia da eleva??o dos pre?os da alimenta??o no domic?lio", afirma o IBGE, em nota.
No semestre
Na an?lise semestral, as principais influ?ncias negativas partiram de m?veis e eletrodom?sticos (-11,3%) e hipermercados, supermercados, produtos aliment?cios, bebidas e fumo (-1,8%), "pressionados tanto pela redu??o e encarecimento da oferta de cr?dito, quanto pela da redu??o da massa real habitual de sal?rios, observada ao longo do ano de 2015".
Queda no Amap?
A maioria dos estados mostrou queda nas vendas, com destaque para Amap? (-10,2%); Para?ba (-9,0%); Alagoas (-8,0%); Goi?s (-7,7%); e Amazonas (-7,6%).
Receita
Em junho, a receita nominal de vendas mostrou resultados positivos em todas as compara?es, ao contr?rio do comportamento das vendas. Frente a maio de 2015, a alta foi de 0,8% e em rela??o a junho do ano passado, foi de 4,6%. J? no ano, a receita acumula avan?o de 4,2% e, em 12 meses, de 5,5%.
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Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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