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Após atos, Dilma prioriza agenda particular e visita filha em Porto Alegre.

Publicada em 04 de Junho de 2016 às 18h47 Versão para impressão

Após participar de dois atos em apoio a seu mandato, a presidente da República afastada, Dilma Rousseff, priorizou a agenda particular neste sábado (4). Ela deixou seu apartamento na Zona Sul da capital gaúcha, e visitou a filha, Paula Rousseff Araújo, e os dois netos.
Dilma saiu acompanhada de equipes de seguranças e sem falar com a imprensa. Na manhã fria na capital gaúcha, com temperatura de 8°C, ela não foi vista fazendo o tradicional passeio de bicicleta que está acostumada.
A presidente afastada está em Porto Alegre desde quinta (2). Na sexta (3), ela participou de dois eventos a favor do mandato e contrários ao governo do presidente em exercício Michel Temer.

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Primeiro, ela esteve no lançamento do livro "Resistência ao Golpe 2016" no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa. Dilma abraçou e beijou quem se aproximava, e distribuiu autógrafos. Ao tomar o microfone, chamou o público de "queridos e queridas", e defendeu sua inocência no processo de impeachment.
"Num presidencialismo, que é nosso caso, para se ter impeachament tem que ter base jurídica, crime de responsabilidade", alegou, comparando os atos pelos quais responde com medidas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
"Na época do FHC, foram 120. Iguais ao meu, pelo menos 30. Eu fiz seis. Nunca foi crime antes, e é bom que se diga que minhas contas nem foram julgadas", discursou ela.
Depois, Dilma seguiu parae um protesto na Esquina Democrática, entre a Avenida Borges de Medeiros e a Rua dos Andradas, no Centro de Porto Alegre. Portando bandeiras de partidos políticos e movimentos sindicais, os manifestantes se aglomeraram em frente a um carro de som e um palanque, isolados com grades e seguranças.

No ato, Dilma também discursou. Ela criticou o parecer da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, que baseou a decisão derestringir ao trecho Brasília-Porto Alegre-Brasília os deslocamentos da presidente afastada com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), e disse que está tendo o seu direito de defesa "cerceado".
"Nós estamos sendo cerceados do nosso direito de defesa. Eles não são democratas, são golpistas. [...] Um governo interino cujo objetivo é proibir que eu viaje. Vocês têm que ficar alegres porque meu direito de viagem é só de Brasília a Porto Alegre. Mas não fiquem felizes. É um escândalo que eu não possa viajar pro Rio, pro Pará, pro Ceará. Eu não posso pegar um avião, porque não tem segurança, é a Constituição que manda", criticou a presidente afastada.
Após o discurso, Dilma deixou o ato em um carro escoltado, e seguiu para casa. Os apoiadores seguiram em uma caminhada que durou quase três horas.
Os organizadores do protesto estimam que cerca de 10 mil pessoas participam do ato. A Brigada Militar não divulgou uma estimativa.
Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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