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Análise: Palmeiras parece jogar sem confiança e se desfazer de seu estilo.

Publicada em 17 de Abril de 2018 às 09h23 Versão para impressão

Pode ser apenas uma fase, pode ter sido uma noite ruim. Mas o Palmeiras, pelo terceiro jogo, não teve uma boa atuação. Diante do Botafogo, na estreia do Campeonato Brasileiro, o time de Roger Machado teve três momentos diferentes durante o empate por 1 a 1 no Rio de Janeiro: um primeiro tempo irreconhecível, um começo de segunda etapa bom e um final de partida displicente tanto na defesa quanto no ataque.

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Em seus melhores dias, antes do vice-campeonato paulista para o Corinthians, o Palmeiras de 2018 soube mostrar qualidade na saída de bola, com um jogo de aproximação que partia da defesa ao ataque com recurso técnico, sem ligações diretas. Foi tudo o que não aconteceu em seus primeiros 45 minutos na última segunda-feira.

Ao longo da primeira etapa, um pouco por causa da marcação botafoguense, um pouco pelo medo de errar, depois dos resultados negativos recentes, a equipe abusou de chutões:

Lucas Lima, que poderia solucionar esse problema, teve mais uma exibição mediana. Se ainda sonha em convencer Tite de que merece ir para a Copa do Mundo, na Rússia, o meia precisa jogar bem mais do que jogou na segunda-feira, quando o técnico da seleção brasileira esteve presente nas tribunas do estádio Nilton Santos. Ele e o restante do time acumularam 27 passes errados antes do intervalo.

Bola no chão e jogo de apoio
No intervalo, Roger Machado retomou as características de seu time com uma única alteração: Guerra, no lugar justamente de Lucas Lima. O venezuelano se aproximou o tempo todo de quem tinha a bola, oferecendo opção de passe, e se doou também à marcação.

A jogada que abre o placar tem início em um quase chutão de Diogo Barbosa, o primeiro (e um dos poucos) da segunda etapa, para se livrar do perigo no campo de defesa. A diferença é que a bola cai com Guerra, que consegue transformar o lance em um ataque de perigo.

Acomodação com o placar e displicência
Já tem um tempo que o Palmeiras não consegue mais controlar as vantagens que cria. Exceção feita à excelente atuação na primeira final contra o Corinthians, quando apresentou nível altíssimo de concentração, o time tem se deixado acomodar com os gols feitos.

A sensação é de, uma vez aberto o placar, depois de se exercer alta pressão no campo de ataque para marcar, há um relaxamento por parte dos jogadores – no gol de empate do Botafogo, os defensores parecem desistir da disputa com Igor Rabello. O desgaste físico, aliado ao dever (parcialmente) cumprido, diminui a atenção. O mesmo ocorre na falta de cuidado ou capricho para aproveitar contra-ataques.


O Palmeiras precisa retomar tranquilidade para jogar o que já mostrou que pode em 2018. Nem que para isso mude nomes. Como aconteceu no intervalo, quando Guerra, quase esquecido no começo do ano, após as contratações de Lucas Lima e Gustavo Scarpa, deu uma nova (mas já vista na temporada) dinâmica ao time.

Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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